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Gasolina, gás e diesel ficarão mais caros em Fortaleza nos próximos dias, alerta Sindipostos

De acordo com o levantamento semanal da ANP, divulgado nesta semana, o litro da gasolina passou de R$ 4,91 para R$ 4,98
Foto: Beatriz Boblitz

Os preços da gasolina, do óleo diesel e do gás de cozinha ficarão mais caros na Capital e nas demais cidades da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) nos próximos dias. A informação foi confirmada pelo assessor de assuntos econômicos do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado do Ceará (Sindipostos-CE), Antônio José. O aumento é o quarto consecutivo, seguindo a mesma lógica do País.

De acordo com o levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgado nesta semana, o litro da gasolina passou de R$ 4,91 para R$ 4,98. Aumento de 1,42% nas bombas em uma semana. Os dados foram coletados entre os dias 30 de outubro e 5 de novembro. Segundo a pesquisa, o valor máximo encontrado pelo litro da gasolina foi de R$ 6,99, em São Paulo. Em Fortaleza, o preço médio da gasolina comum é de R$ 4,94, conforme a pesquisa semanal da ANP.

Ao OPINIÃO CE, o assessor do Sindipostos declarou que o aumento regional acontece sempre após o anunciado nacionalmente e depende diretamente do estoque de cada posto. “Se o posto trabalha com estoque baixo, ele tem que subir de imediato. Se o estoque é maior, ele pode subir em três ou quatro dias. No entanto, nesse período todos terão que repassar os aumentos para cobrirem os seus custos”, disse Antônio à reportagem.

Já o etanol hidratado teve alta de 1,92%, na média, o que significa R$ 0,13, passando de R$ 3,63 para R$ 3,70. O valor mais alto encontrado pela agência nesta semana foi de R$ 6,19. Após cinco meses de queda, essa é a quinta alta deste combustível. O diesel, por sua vez, também subiu, depois de uma pequena queda registrada na semana anterior. O preço médio do litro subiu 0,3%, passando de R$ 6,56 para R$ 6,58. O valor mais alto registrado foi de R$ 7,99. Com relação ao gás de cozinha, o assessor informou que é o mesmo procedimento em relação aos combustíveis. O principal motivo, segundo o representante do Sindipostos, são os aumentos consecutivos são o preço do barril de petróleo, a alta do dólar e, sobretudo, a concorrência entre os postos.

Todas as altas registradas nos três combustíveis ocorreram por conta da política de preços adotada pela estatal, a Paridade de Preço Internacional (PPI), já que os valores de venda dos combustíveis da Petrobras às distribuidoras não sofrem aumento nas refinarias desde junho de 2022.

DEFASAGEM

Segundo os últimos cálculos da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem média no preço do diesel está em 8%, e no da gasolina, 3%. Isso significa que os preços da Petrobras ainda estão mais baratos em relação aos praticados no exterior. Os preços dos combustíveis vinham sentindo o efeito da limitação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), adotada pelos estados após sanção do projeto que cria um teto para o imposto sobre itens como diesel, gasolina, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo.

Pelo texto, esses itens passam a ser classificados como essenciais e indispensáveis, o que impede que os estados cobrem taxa superior à alíquota geral, que varia de 17% a 18%, dependendo da localidade. Até então, os combustíveis e outros bens que o projeto beneficia eram considerados supérfluos e pagavam, em alguns estados, até 30% de ICMS.

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