Nos oito primeiros meses do ano, agricultores familiares do Nordeste e de parte de Minas Gerais receberam R$ 3,2 bilhões espalhados em mais de 400 mil operações de créditos contratadas pelo Banco do Nordeste. Desse total, R$ 2,6 bilhões contemplam o Agroamigo Banco do Nordeste, programa de microcrédito rural da Instituição. Os outros R$ 600 milhões beneficiaram produtores atendidos em alguma das 14 linhas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
No estado do Ceará, no mesmo período, os financiamentos aos agricultores familiares somaram R$ 385 milhões, o que corresponde a aproximadamente 49 mil operações de crédito realizadas. O Agroamigo foi responsável por 75% do valor desembolsado no estado.
Segundo Luiz Sérgio Farias Machado, superintendente de Agronegócio e Microfinança Rural, “os recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) beneficiam milhares de famílias que dependem da agricultura para sua sobrevivência, além de agregar valor à produção e movimentar a economia”. Luiz Sérgio também destaca que o BNB é responsável por 98% dos créditos para investimento na Região com esse público, além de 71,4% de todos os financiamentos do Pronaf em sua área de atuação.
O Agroamigo do Banco do Nordeste, responsável pela maior fatia dos empréstimos, atende agricultores familiares que possuam receita bruta de até R$ 360 mil anuais, em duas modalidades diferentes: Agroamigo Crescer, voltado para clientes que se enquadrem no Grupo B do Pronaf; e o Agroamigo Mais, que engloba os demais grupos, exceto A e AC. Os financiamentos podem chegar até a R$ 20 mil, dependendo do enquadramento do cliente e do projeto apresentado.
Impactos na economia
Segundo o Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), área de estudos e pesquisas do BNB, o investimento na agricultura familiar no 1º semestre de 2022 foi responsável por manter 204 mil empregos, além de aumentar R$ 790 milhões na massa salarial, ampliar a arrecadação tributária em R$ 373 milhões e adicionar R$ 2,8 no valor da economia.
Airton Saboya, economista do Etene, disse que: “Na medida em que o agricultor familiar passa a consumir mais insumos para sua atividade, isso tem impacto na economia como um todo, garantindo inclusive postos de trabalho formais nas cidades, nos setores de comércio, indústria e serviços”.
