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Antes do PSD deixar a gestão Sarto, Domingos Filho perguntou se RC seria candidato

Domingos Filho (PSD) foi candidato a vice-governador ao lado de Roberto Cláudio (PDT) em 2022; desde agosto, no entanto, o PSD faz parte da base governista de Elmano de Freitas (PT). Foto: Reprodução/Redes Sociais

Domingos Filho (PSD), presidente estadual do PSD e um aliado importante para os pleitos municipais do próximo ano, disse ter conversado com o ex-prefeito de Fortaleza e presidente do PDT na Capital, Roberto Cláudio, sobre a possibilidade do ex-gestor concorrer novamente à Prefeitura em 2023. Domingos enfatizou que o questionamento foi feito por três vezes. Diante da negativa, o líder do PSD, agora no governo Elmano, deixou a gestão do prefeito José Sarto (PDT), em agosto.

Com relação ao Sarto, o nosso partido está fora”, afirmou o presidente da executiva cearense pessedista. Tal declaração teria sido proferida a Roberto Cláudio, a quem Domingos Filho disse ter conversado às claras. Domingos foi candidato a vice-governador na candidatura pedetista de RC ao Governo do Estado em 2022. “Você sabe que, assim como fiz com você [Roberto Cláudio], quando o nosso partido dá um passo à frente ele não volta atrás”, teria dito Domingos Filho ao ex-prefeito.

O OPINIÃO CE entrou em contato com as equipes de Sarto e Roberto Cláudio para que comentem o caso, e aguarda retorno.

No último mês de agosto, o PSD se aliou à base governista do governador Elmano de Freitas, oposição política da ala pedetista da qual Roberto Cláudio e Sarto se situam. Sobre a parceria com Elmano, Domingos Filho disse, ao OPINIÃO CE, ser um “passo que não haverá retrocesso”. Além do partido de Domingos, o PSB, agora liderado por Eudoro Santana (PSB), foi outra legenda que “virou a casaca” do Executivo municipal da Capital para o Executivo estadual.

ELEIÇÕES DE FORTALEZA

Durante a live, Domingos também comentou sobre o panorama geral das eleições de Fortaleza em 2024. Segundo o pessedista, o pleito não será fácil para ninguém. “Já admitindo que a candidatura apoiada pelo Governo do Estado seja única, vamos ter uma candidatura muito consistente”, apontou.

No início de setembro, o presidente estadual do PT, Antônio Filho, conhecido como “Conin”, disse que o partido não descarta apoiar um nome não petista, o que abre possibilidade para candidatura de Evandro Leitão, presidente da Assembleia Legislativa, mesmo em outra sigla. O parlamentar vem sendo disputado por partidos como PSB, MDB e, inclusive, o PT. 

“Para a direita, Capitão Wagner (União) venceu o pleito para governador em Fortaleza [nas eleições de 2022]. Vai estar junto com o Bolsonarismo? Se sim, é uma circunstância, se não, já é outra, porque passariam a ser duas candidaturas de direita”, ponderou Domingos. O deputado estadual Carmelo Neto (PL), do mesmo partido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), disse ao OPINIÃO CE que o PL terá uma candidatura própria para o pleito. “E tem a candidatura do PDT, que também não se pode dizer que não será uma candidatura competitiva, ainda que nas pesquisas o prefeito não esteja em um melhor momento”, completou Domingos.

Com quatro possíveis fortes candidaturas, Domingos afirmou que a expectativa é de que o novo prefeito seja definido em segundo turno. “Quando é [decidida] em dois turnos, com quatro a cinco candidatos, você vai para o segundo turno com vinte e pouco por cento dos votos”, ressaltou o presidente do PSD Ceará. “É uma eleição que a gente tem que entrar com muita humildade e muito esforço para vencer os concorrentes”, pontuou.

Ainda para Domingos, as eleições municipais apresentam uma diferença essencial ao pleito estadual. “Nas eleições estaduais, como são casadas [com a presidencial], a força da candidatura presidencial carrega as candidaturas locais”, opinou. Conforme o peessedista, os pleitos nos municípios são “muito próprios”, o que abriria possibilidade para um candidato não apoiado pelo Estado e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganhar a disputa.