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17 de junho de 2024

Dívidas de famílias brasileiras chegam a 78,8% e ultrapassam o maior nível desde 2022

Com taxas de juros mais baixos, o cartão de crédito é o principal meio de pagamento dos endividados, presente em 86,9% dos casos.
Foto: José Cruz/ Agência Brasil

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Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (10), da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviço e Turismo (CNC), o percentual de famílias endividadas no Brasil aumentou pelo terceiro mês consecutivo, chegando a 78,8% em maio desde ano. O resultado é o maior percentual desde novembro de 2022. 

O levantamento da CNC considera endividados aqueles que possuem dívidas, mesmo que elas não estejam em atraso, como faturas no cartão de crédito ou financiamentos. Entre as famílias que não terão condições de pagar suas dívidas, em maio deste ano, foram 12%, abaixo dos 12,1% do mês de abril e acima dos 11,8% de maio de 2023. Conforme a pesquisa, as famílias continuam aumentando sua demanda por crédito, tendo em vista o menor custo da taxa de juros (Selic), que atualmente está em 10,50%.

Em relação aos que se consideram endividados, os dados mostram que houve o crescimento nessa categoria, passando de 17,2% de abril para 17,8% em maio. Já a taxa de pessoas inadimplentes ou com contas atrasadas chegou a 28,6% em maio deste ano, abaixo do valor registrado na mesma época do ano passado, quando o percentual de inadimplentes era 29,1%.

FATORES DE ENDIVIDAMENTO

A pesquisa mostra por quais meios de pagamento as pessoas estão se endividando, mostrando que, na maioria dos casos, as dívidas são feitas pelo cartão de crédito (86,9%). Em seguida, estão os carnês (16,2%) e o crédito pessoal (9,8%) como fatores de endividamento. Apresentando o menor índice desde o início da pesquisa, em 2010, o cheque especial é a forma de pagamento nas dívidas de 3,9% dos casos. Segundo a CNC, a previsão é que o percentual de endividados continue crescendo até dezembro, quando deve chegar à parcela de 80,4%.

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