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21 de julho de 2024

Disparada da Selic encarece imóvel comprado na planta, diz estudo

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Simulação da plataforma MelhorTaxa, comparando condições de financiamento imobiliário de março de 2020 com atuais, aponta que custo efetivo total do crédito saiu de 8,25% ao ano para 10,06%

Levantamento é voltado à incidência de valores do mercado imobiliário (Foto: Natinho Rodrigues)

O último aumento da taxa Selic em 1 ponto percentual, para 11,75%, ainda não chegou às taxas de crédito imobiliário, mas pode ser um risco para quem comprou um imóvel na planta nos últimos anos e vai receber as chaves em 2022.

Simulação feita pela plataforma de crédito imobiliário MelhorTaxa, comparando as condições de financiamento imobiliário de março de 2020 com as atuais, aponta que o custo efetivo total do crédito já subiu de 8,25% ao ano para 10,06%.

Na época, a média dos juros cobrados para o financiamento era de 7,49%. Uma pessoa com cerca de 30 anos, que comprasse um imóvel de R$ 400 mil e, com a retirada de 30% de entrada, precisasse financiar R$ 280 mil, pagaria no final do contrato R$ 618.692,61. Neste ano, o mesmo financiamento custaria, no final, R$ 689.495,28, diferença de quase R$ 71 mil.

Além do maior valor gasto, o aumento da taxa de juros significa que é preciso comprovar uma renda maior. Se em 2020 era necessário ter uma renda de R$ 8.517,74 para conseguir o financiamento de R$ 280 mil, hoje o valor subiu para R$ 9.825,27, e poderá aumentar ainda mais caso os bancos elevem as taxas.

A renda mínima necessária afasta novos compradores, que podem adiar a decisão da compra, e é um risco para quem comprou imóvel na planta há dois, três ou quatro anos, e recebe as chaves em 2022. Nesse tipo de compra, o dono do imóvel só começa a pagar o financiamento efetivamente quando o imóvel é entregue.

Se não tiver como comprovar a renda exigida para conseguir o crédito, pode ser forçado a fazer um distrato, e pagar multa que varia de 25% a 50% do valor do imóvel. Segundo levantamento da plataforma, a média neste mês da taxa cobrada pelos cinco principais bancos brasileiros -Banco do Brasil, Bradesco, Santander, Itaú e Caixa- está em 9,33% ao ano, patamar que mantém desde janeiro.

Mesmo sem grandes aumentos esperados para o futuro, as taxas cobradas hoje são bem maiores do que há dois anos, quando a Selic atingiu seu valor mínimo de 2% e a média dos juros do financiamento imobiliário ficou em 6,96% ao ano. (Folhapress)

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