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Discurso na ONU: Lula condena ataques de Israel à Palestina e critica cumplicidade dos EUA

Foto: Reprodução/Canal GOV

Na abertura da 80ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente Lula (PT) condenou os ataques de Israel à Palestina, o que chamou de “genocídio do povo palestino”.

Ainda em seu discurso, o chefe de Estado ressaltou que “esse massacre não aconteceria sem a cumplicidade dos que poderiam evitá-lo”, em referência aos EUA.

Já era esperado que Lula se posicionasse acerca dos ataques de Israel em seu discurso, como tem feito sempre que tem a oportunidade de discursar aos demais chefes de nações.

De acordo com o presidente brasileiro, o direito internacional humanitário e o “mito da superioridade ética do Ocidente” estão sepultados junto às dezenas de milhares de mulheres e crianças inocentes sob toneladas de escombros na Faixa de Gaza.

Lula lembrou que, em Gaza, a fome e o deslocamento forçado de populações têm sido utilizados como arma de guerra.

O presidente disse ainda que expressa admiração aos judeus que, dentro e fora de Israel, se opõem à posição de Benjamin Netanyahu.

DEFESA À SOBERANIA

Também em sua fala, ele já havia comentado sobre a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado, em que voltou a defender a soberania nacional.

No seu discurso, ele afirmou a “candidatos a autocratas” que a democracia e a soberania do Brasil são inegociáveis. Apesar de não citá-lo, a fala é direcionada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Mesmo sob ataques sem precedentes, o Brasil optou por resistir e defender sua democracia”, disse, ressaltando que “não há justificativa para medidas unilaterais e arbitrárias contra nossas instituições e nossa economia”.