Com os efeitos das sobretaxas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já em vigor, o Governo do Ceará discute alternativas para os produtos que seriam exportados, principalmente os perecíveis, como o pescado. Nesta quinta-feira (7), o secretário-chefe da Casa Civil, Chagas Vieira, se reuniu com representantes do setor dos supermercados.
O encontro foi para discutir a possibilidade de que os produtos cearenses exportados possam ser consumidos no mercado interno.
“A maior urgência é direcionar para o consumo interno os produtos perecíveis como pescado, um dos itens que mais exportamos para os Estados Unidos. Esse momento de diálogo com empresários é de extrema importância para superarmos juntos esse momento difícil da nossa economia”, afirmou Chagas.
Conforme havia apresentado o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará (Faec), Amílcar Silveira, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (6), 50% do que é consumido nos supermercados cearenses é proveniente de outros estados. De acordo com ele, a Faec já havia iniciado o debate sobre o assunto com a Associação Cearense de Supermercados (Acesu).
Ainda como afirmou Amílcar, um estudo realizado pela Federação mostra que, só em frutas, verduras e legumes, os supermercados do Ceará comercializam R$ 4 bilhões.
Além de Chagas, participaram da região desta quita o secretário da Fazenda, Fabrízio Gomes; o procurador-geral do Estado, Rafael Machado; o presidente da Associação Cearense dos Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (Acad), José Milton Carneiro; a presidente da Associação Cearense de Supermercados (Acesu), Cláudia Novaes; entre outros representantes do setor de supermercados, do atacado e do varejo.
MEDIDAS PARA REDUZIR EFEITOS DO TARIFAÇO
Nesta última quarta-feira (6), o governador Elmano de Freitas anunciou quatro medidas para reduzir, no Ceará, o impacto das tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a produtos brasileiros. São elas:
- Auxílio financeiro às empresas que exportam para os EUA;
- Compra de produtos dessas empresas para atender equipamentos do Governo do Ceará;
- Antecipação de pagamento de créditos;
- Aumento de incentivos fiscais, além da instalação do Comitê Estratégico para acompanhar a aplicação das medidas.
Já nesta quinta, Elmano está em Brasília, onde terá mais uma reunião com o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), para tratar do tarifaço imposto pelos Estados Unidos e que atinge a economia cearense.
Mais cedo, o chefe do Executivo cearense participou de encontro com o embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, ocasião em que buscou fortalecer as relações comerciais do Estado com a superpotência asiática.
