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Ator e diretor teatral Juca de Oliveira morre, aos 91 anos

O artista estava internado desde o último dia 13, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) cardíaca do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
Foto: Roberto Filho/Divulgacão

O ator e diretor Juca de Oliveira morreu na madrugada deste sábado (21), em São Paulo, aos 91 anos. Reconhecido como um dos grandes nomes das artes cênicas do país, o artista construiu uma trajetória sólida e admirada no teatro, na televisão e no cinema.

O ator estava internado desde o último dia 13, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) cardíaca do Hospital Sírio-Libanês, em decorrência de um quadro de pneumonia associado a uma condição cardiológica. 

Carreira

Juca começou a atuar no teatro em 1951 e logo entrou no famoso Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), participando de espetáculos como “O Semente”, “O Pagador de Promessas”, “A Morte do Caixeiro Viajante”.

Passou para o revolucionário Teatro de Arena onde trabalhou com Augusto Boal, Flávio Império e Paulo José, onde fez “Eles não Usam Black-tie”, “O filho do cão”, de Gianfrancesco Guarnieri, entre outras.

Ao logo da carreira, Juca atuou em mais de 60 peças como ator, sempre foi pautada pelo rigor artístico e pelo compromisso com a cultura brasileira. Fez na maioria das vezes o papel principal, que dá à linha mestra a história encenada e por isso os personagens mais pesados.

Televisão

Na televisão, deu vida a personagens célebres, como o misterioso João Gibão em “Saramambaia”, novela da TV Globo, eternizado pela cena emblemática de seu voo sobre a cidade de Bole Bole.

Em 2001, trabalhou em “O Clone”, também na TV Globo. Novela abordou o tema da clonagem. Ele interpretou o médico Doutor Augusto Albieri, considerado o personagem mais importante de sua carreira na televisão.

Voltou a ganhar destaque, em 2012, como o cruel vilão Santiago Moreira, na “Avenida Brasil”, novela de João Emanuel Carneiro. O personagem era o pai e mentor da vilã Carminha, interpretada pela atriz Adriana Esteves.