Em processo de requalificação, o tradicional equipamento cultural localizado no Centro de Fortaleza, Teatro Carlos Câmara, inicia um novo ciclo sob a gestão do Instituto Dragão do Mar (IDM), de um espaço da Rede Pública de Equipamentos Culturais do Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult), apostando em um modelo inovador de construção coletiva.
Mesmo antes de reabrir oficialmente, o Teatro, desde julho, promove uma série de escutas públicas com diferentes segmentos da sociedade, que seguem até 11 de setembro. A ideia foi pensada com o intuito de abrir espaço para artistas, produtores, vizinhança, universidades, coletivos sociais e o público em geral, para que contribuam efetivamente na construção do novo Teatro Carlos Câmara.
“A reabertura do Teatro Carlos Câmara simboliza mais do que a devolução de um palco à cidade; é reacender um ponto pulsante da cultura de Fortaleza. Este espaço, que há décadas abriga histórias e memórias, volta a ser um organismo vivo que se alimenta da energia de artistas, produtores e público, ao mesmo tempo em que se conecta profundamente com o território que o cerca. É muito importante esse amplo processo de escuta com artistas, produtores, coletivos e a comunidade do entorno, para que o teatro siga conectado às demandas e vocações territoriais. Assim, fortalecemos o campo teatral e reafirmamos o compromisso de fazer deste espaço um lugar de encontro, criação e transformação social”, destacou Luisa Cela, secretária da Cultura do Ceará.
Já a diretora-presidente do IDM, Rachel Gadelha, destaca que a “escuta é um valor estruturante” para o Instituto Dragão do Mar. “Entendemos que um equipamento cultural só cumpre plenamente seu papel quando é atravessado pelas vozes de quem o vive. Estamos falando de um modelo de gestão mais sensível, horizontal e conectado com os territórios e seus agentes. Esse processo é realizado em parceria com a Secretaria da Cultura do Ceará, no âmbito de sua política cultural, que tem na Cidadania Cultural um eixo estratégico para integrar artistas, comunidade e gestão pública”.
A reabertura está prevista para o último trimestre de 2025, mas a construção coletiva já antecipa os valores que guiarão o novo momento desse centro cultural. As escutas são realizadas presencialmente no teatro, sempre com foco em públicos específicos.
Agenda das escutas públicas:
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13 de agosto, às 18h – Grupos que já realizaram ocupações no Teatro
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20 de agosto, às 18h – Artistas, grupos, coletivos, produtores e áreas técnicas
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3 de setembro, às 18h – Universidades
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10 de setembro, às 18h – Ações de cidadania e comunidades (incluindo comunidade Moura Brasil)
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11 de setembro, às 18h – Lojas, estacionamentos e cafés
Local: Teatro Carlos Câmara – Rua Senador Pompeu, 464, Centro – Fortaleza (CE)
