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Fortaleza celebra a 13ª Festa de Iemanjá com expectativa de público recorde

A expectativa para este ano é dobrar o público da última edição, que reuniu cerca de 50 mil pessoas
A programação inclui rituais religiosos, cortejos, apresentações artísticas, feira de economia criativa e gastronômica (Foto: Divulgação)

Durante os dias 13 e 15 de agosto, o Aterro da Praia de Iracema será palco de uma das maiores manifestações culturais e religiosas do Brasil, a 13ª edição da Festa de Iemanjá. O evento já integra o calendário oficial da cidade e homenageia a Rainha do Mar com uma programação que une fé, cultura, diversidade e resistência.

Reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial de Fortaleza desde 2018, por meio do Decreto nº 14.262, a festa é organizada pelo Fórum Permanente do Povo de Terreiro do Ceará (Pró Terreiro) e mobiliza religiosos e órgãos públicos. A expectativa para este ano é dobrar o público da última edição, que reuniu cerca de 50 mil pessoas.

Com raízes nas religiões afro-brasileiras como Umbanda e Candomblé, a Festa de Iemanjá se estende ao longo de três dias, tendo seu ápice entre os dias 14 e 15 de agosto. A programação inclui rituais religiosos, cortejos, apresentações artísticas, feira de economia criativa e gastronômica, além da tradicional entrega de oferendas ao mar, marcada para as 20h do dia 15.

O evento também reforça a valorização das culturas de matriz africana e o enfrentamento à intolerância religiosa, promovendo um espaço de visibilidade e respeito à diversidade de crenças e expressões culturais.

“A Festa de Iemanjá é mais do que um ato de fé. É um grito de resistência, de ancestralidade viva, que ecoa pelas águas de Fortaleza. É onde reafirmamos nosso lugar, nossa cultura e nossos direitos. Essa festa é um marco da luta do povo de terreiro por respeito e visibilidade”, afirma Mestre Pai Neto Tranca Rua, um dos líderes espirituais da organização.

Além da forte dimensão simbólica, a Festa de Iemanjá também movimenta a economia local. Serão montadas 20 barracas voltadas à gastronomia e ao artesanato afro-brasileiro, com pratos típicos como acarajé, moqueca e bobó de camarão, além de roupas e acessórios ligados à cultura afro.