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OS mais antiga do Brasil, Instituto Dragão do Mar completa 27 anos de atuação no Ceará

O Instituto atua como parceiro estratégico do poder público, especialmente com o Governo do Estado do Ceará, elaborando e executando projetos e ações que contribuem para o desenvolvimento sociocultural
destaca Rachel Gadelha, presidente do Instituto Dragão do Mar. Foto: Governo do Estado do Ceará.

Gerindo 16 equipamentos por todo o Estado do Ceará, o Instituto Dragão do Mar (IDM) completa 27 anos de atuação no Ceará. Uma das principais Organizações Sociais (OS) e a mais antiga do País na gestão de espaços culturais e na elaboração e implementação de políticas culturais com impacto social, é uma entidade privada sem fins lucrativos que, após um processo de seleção e certificação, passa a ser autorizada a gerenciar serviços públicos em parceria com o Estado.

O IDM segue o modelo de gestão que permite à sociedade civil gerenciar serviços públicos, como equipamentos culturais, ambientais e esportivos. Atualmente, o IDM é responsável por gerenciar equipamentos públicos do Governo do Ceará em parceria com as secretarias estaduais da Cultura (Secult), do Esporte (Sesporte) e do Meio Ambiente e Mudança do Clima (Sema), além de elaborar e executar diversos projetos com parceiros como Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Superintendência do Sistema Estadual de Atendimento Socioeducativo (Seas).

Para Rachel Gadelha, presidente do Instituto Dragão do Mar, a OS é um patrimônio do Ceará, pelo impacto social em território cearense.

“Faz parte da história da nossa política cultural, da construção do repertório artístico e simbólico de uma geração de cearenses e da formação de um mercado de trabalho no estado. O IDM não apenas administra equipamentos culturais; ele transforma vidas e fortalece a identidade cultural do Ceará”, destacou Gadelha.

O Instituto atua como parceiro estratégico do poder público, especialmente com o Governo do Estado do Ceará, elaborando e executando projetos e ações que contribuem para o desenvolvimento sociocultural no território cearense.

IMPACTO

Foram muitas realizações promovidas ao longo dos últimos 27 anos. Por meio do Plano Anual 2024, captado via Lei Rouanet, leis de incentivos e parceiros, foram arrecadados mais de R$ 11 milhões, viabilizando projetos como a Maré Cearense. A iniciativa levou a produção artística do Ceará a São Paulo, e os laboratórios de criação na Escola Porto Iracema das Artes, beneficiando diretamente mais de 4,2 mil pessoas e alcançando mais de 4,7 milhões de pessoas no meio digital, com mais de 124 municípios atingidos.

Outro exemplo é o Cinema do Dragão: Telas Plurais, Cenas Diversas, apoiado pela Lei Paulo Gustavo, que ampliou a acessibilidade nas salas de exibição, enquanto o Travessias Culturais, em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, levou arte e formação profissional a jovens em situação de vulnerabilidade.

Outra iniciativa recente foi a estruturação do Comitê de Diversidade, que revisou procedimentos administrativos para assegurar o respeito ao uso do nome social e aprimorar a inclusão de diferentes grupos sociais, bem como documento de Políticas de Direitos Humanos que reforça o compromisso com a inclusão.

Além disso, o IDM trabalha também com o conceito de transversalidade e investimentos voltados para políticas de acesso à cultura. Neste contexto, foi criado o “Estouro Cultural”, com intuito de apoiar pessoas em situação de rua com atividades socioculturais realizadas na Praça do Ferreira. Com o mesmo objetivo, os projetos Trilharte e Travessias Culturais foram criados para oportunizar aos jovens com risco de violência ou que cumpriram medidas socioeducativas a possibilidade de ressocialização a partir da escuta ativa, atendimentos sociopsicológico e visitas guiadas e acesso aos cursos de formação em arte e gastronomia.

FORMAÇÕES 

O IDM gerencia também, por meio de sua Diretoria de Formação, uma rede de programas formativos em áreas como artes, cultura, esporte e meio ambiente. As formações são estruturadas em seis eixos principais: Artes, Patrimônio, Cultura Alimentar, Meio Ambiente, Esportes e Técnicas da Cena, criando itinerários formativos que interconectam diferentes campos de conhecimento e permitem uma aprendizagem contínua.

Com quase 60 mil horas/aula em 2024, os programas formativos atenem a diversos níveis e faixas etárias, com destaque para a Escola Porto Iracema das Artes, a Escola de Cultura e Artes (ECA) do Centro Cultural Bodm Jardim (CCBJ), a Escola de Artes e Ofícios Thomaz Pompeu Sobrinho, a Escola de Gastronomia Social Ivens Dias Branco e a Escola Vila da Música Monsenhor Ágio Augusto Moreira.

Já o Projeto ABarca leva a formação para diferentes territórios, ampliando o acesso à educação cultural, incluindo cidades como Caucaia, Maracanaú, Itapipoca, Sobral, Quixadá, Crato e Juazeiro do Norte. Ao promover a interiorização da educação em artes, o projeto visa criar um circuito formativo eficiente e colaborativo, integrando diferentes programas e metodologias.

PARCERIAS 

Nos últimos anos, o IDM tem aprimorado sua estratégia de captação de recursos e avançando no processo de crescimento em gestão sustentável de equipamentos culturais. Em 2024, o IDM conquistou patrocínios de grandes marcas como Itaú, Mercado Livre, ArcelorMittal e Nubank, além da renovação do apoio de empresas locais como Cagece e Cegás.

DIREITOS HUMANOS

Desde 2021, a estruturação da Diretoria de Ação Cultural (DAC) tem garantido avanços na consolidação das políticas culturais do IDM. A DAC passou a atuar em frentes estratégicas como curadoria e programação, parametrização de valores de cachês, fortalecimento de parcerias institucionais e ampliação do acesso aos equipamentos culturais.

Um dos marcos do processo foi a implementação de diretrizes que garantem a equidade e o acesso democrático às atividades culturais promovidas pelo IDM. Políticas de pautas mais acessíveis, a criação de grupos de estudos em curadoria e a estruturação de ações voltadas à diversidade têm contribuído para a construção de um ecossistema cultural mais representativo e inclusivo.

Outro ponto é a consolidação da gestão em rede que tem permitido uma articulação mais efetiva entre os equipamentos culturais sob administração do IDM. Espaços como o Centro de Formação Olímpica, o Hub Cultural Porto Dragão e o Centro Cultural do Bom Jardim são exemplos de iniciativas que vêm fortalecendo seus programas e ampliando suas atividades com o suporte dessas novas diretrizes.

FUTURO

Para 2025, o IDM planeja novas conquistas. A 15ª edição da Bienal do Livro do Ceará, um dos eventos mais aguardados do calendário cultural do estado, promete mobilizar o Centro de Eventos do Ceará. O projeto CFO nas Redes: Vôlei de Praia e Tênis, com apoio do Mercado Livre, retorna para sua terceira edição. Além disso, a captação do Plano Anual 2025 já está em andamento.

“Essa história foi e continua sendo escrita a muitas mãos. Durante esses anos e, particularmente no ano de 2024, contamos com o apoio de quase 800 pessoas entre colaboradores diretos, terceirizados e prestadores de serviços que com inteligência, compromisso e entrega fizeram a diferença. Cada ano é um novo desafio, mas também uma nova oportunidade de reafirmarmos nosso papel na sociedade. O IDM seguirá inovando e construindo caminhos para que a cultura continue transformando vidas no Ceará e além”, complementou Raquel Gadelha.

Para o futuro, três grandes desafios guiam as ações do IDM: aprimorar ainda mais o modelo de gestão em rede, consolidar ações de captação de recursos para garantir a sustentabilidade dos projetos culturais e estruturar estratégias que ampliem o impacto social dos equipamentos culturais nos territórios onde estão inseridos. A implementação dessas diretrizes fortalece a atuação do IDM e reafirma a ideia de democratização do acesso à cultura e a valorização da diversidade.