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Show de Madonna no Rio tem homenagens ao Brasil e participação de artistas locais

O espetáculo, que encerrou a turnê mundial The Celebration Tour, começou pouco depois das 22h30 de sábado (4) e teve duração aproximada de duas horas
Foto: Rafael Catarcione/Prefeitura do Rio

As areias de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro, receberam mais de 1,6 milhão de pessoas para o show de Madonna. O número foi divulgado pela Riotur, empresa de turismo ligada à Prefeitura, e superou em 100 mil a expectativa inicial. O público pode ser considerado o maior de toda a carreira da cantora, que se apresentou no País pela quarta vez. A última foi há 12 anos. O maior público da cantora havia sido, até então, de uma apresentação em Paris, no Parc de Sceaux, com 130 mil pessoas.

O espetáculo no Rio de Janeiro, que encerrou a turnê mundial The Celebration Tour, começou pouco depois das 22h30 de sábado (4) e teve duração aproximada de duas horas. Duas artistas brasileiras, Anitta e Pabllo Vittar, contracenaram com a cantora norte-americana, entretanto não cantaram, como era o esperado. Também houve homenagens a Renato Russo, Cazuza, Abdias do Nascimento, Paulo Freire, Pelé, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Marielle Franco, Zumbi dos Palmares, Mano Brown, Erika Hilton, Marta, Cacique Raoni, Maria Bethânia, Daniela Mercury, entre outros artistas.

O público em Copacabana foi o maior a assistir a uma apresentação de Madonna nos 40 anos de carreira da artista.
Foto: Fábio Motta/ Prefeitura do Rio de Janeiro

BALANÇO POLICIAL

A Polícia Militar (PM-RJ) informou que apreendeu mais 160 objetos perfurocortantes em diversos pontos de bloqueio e revista em Copacabana. Em uma imagem divulgada pela corporação, é possível ver itens como tesouras, estiletes e facas. Também foram conduzidas 33 pessoas para as delegacias do bairro, suspeitas de cometimento de crimes. O esquema de segurança da PM envolveu 3,2 mil agentes nas ruas, havendo ainda o auxílio de câmeras de videomonitoramento e reconhecimento facial.

A Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) informou que montou uma operação especial para o show em Copacabana. Dias antes, na sexta-feira (3), houve uma limpeza nas areias. Durante a apresentação da cantora, foi feita a manutenção do serviço e, na madrugada deste domingo (5), uma nova limpeza da praia. Foram mobilizados 1.518 garis, 65 veículos, 38 equipamentos, 1,5 mil contêineres, 15 pontos de coleta seletiva e 48 agentes do programa Lixo Zero, além de ter sido feita limpeza em três postos de saúde da região.

RETORNO PROBLEMÁTICO

Após o show, o público enfrentou muitos problemas na volta para casa ou hotéis e pousadas. Durante toda a semana passada, a Prefeitura do Rio de Janeiro divulgou os esquemas de trânsito e transporte público para o evento. Grande parte dos fãs resolveu retornar de metrô. Na estação Cardeal Arcoverde, mais próxima ao local do show, o público enfrentou grandes filas para usar o transporte público. Mais de uma hora depois do término da apresentação, Copacabana permanecia com muitas pessoas que não conseguiam informações sobre como deixar a região. A 500 metros de distância do local do evento, a estação não teve como comportar os usuários e os servidores da Metrô Rio orientaram que todos fossem para a estação seguinte, a Siqueira Campos.

A estação fica mais distante que a Cardeal Arcoverde, aproximadamente a 1,5 quilômetro. Quem optou por ir à Estação Siqueira Campos, teve de fazer o percurso a pé. O problema, todavia, foi a Estação Siqueira Campos, aparentemente, estar mais lotada que a Cardeal Arcoverde. Por conta disso, muitas pessoas deixaram Copacabana atravessando o Túnel Velho, na Zona Sul, para tentar pegar um táxi ou veículo por aplicativo no bairro de Botafogo. Com informações da Agência Brasil e Portal Terra.

GOVERNO FEDERAL

O Governo Federal lançou uma nota desmentindo “peças de desinformação” com compartilhando uma informação falsa de que o show da Madonna teria sido patrocinado com dinheiro da União. “Isso não procede, tendo em vista que a artista tem como patrocinador o Banco Itaú, a empresa Heineken, além de apoio da Prefeitura e do Governo do Rio de Janeiro”, disse, em comunicado. A fabricação de notícia falsa não é apenas “irresponsável, mas perigosa”, conforme o Governo, “principalmente quando desvia a atenção de questões críticas, como a tragédia em curso no Rio Grande do Sul”, assolado por temporais devastadores.

Na manhã deste domingo (5), o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Pimenta, expressou preocupação com a disseminação dessas falsidades, frisando o impacto negativo que as fake news têm na sociedade. “Estou perplexo com a quantidade de mentiras, fake news e desinformação e com os vídeos que estão circulando tentando criar narrativa mentirosa de uma ligação do show da Madonna com a tragédia no Rio Grande do Sul. Eu não consigo entender como num momento como esses que estamos trabalhando para salvar vidas tem gente que se dedica para produzir mentiras”, disse.