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Projeto “Patrimônio Para Todos” recebe prêmio nacional de Inventários Participativos

Iniciativa é um dos destaques em exposição celebrativa aos mais de 20 anos da Escola de Artes e Ofícios Thomaz Pompeu Sobrinho, no Museu da Cultura Cearense
Foto: Jeny Souza

O Projeto Patrimônio para Todos (PPT) – Uma aventura através das memórias foi o segundo colocado no I Prêmio Inventários Participativos, realizado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), órgão vinculado ao Ministério da Cultura. O projeto é uma iniciativa da Escola de Artes e Ofícios Thomaz Pompeu Sobrinho (EAOTPS), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará, gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar. O valor do prêmio será destinado à criação de plataforma digital visando a acessibilidade ao acervo de fotografias, entrevistas e informações coletadas de patrimônios culturais eleitos pelas comunidades.

Com 15 anos de atividade, o Projeto Patrimônio Para Todos é considerado uma das iniciativas mais longevas de educação patrimonial do Ceará, tendo passado por transformações, atento às demandas do tempo presente. Um pouco desse legado estará presente na exposição “Patrimônios, Memórias, Artes e Ofícios”, sobre os mais de 20 anos de atuação da Escola de Artes e Ofícios. O público poderá conferir uma mostra fotográfica de Jeny Sousa e Francisco Flor, com referências culturais identificadas por jovens participantes do projeto. O evento de abertura ocorrerá na quarta-feira (28), às 19h, no Museu da Cultura Cearense, situado no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.

LONGEVIDADE

O idealizador do projeto é João Paulo Vieira, historiador, mestre em patrimônio e atual coordenador de Acervos do Museu da Imagem e do Som (MIS Ceará). “A longevidade desta iniciativa é um testemunho do seu impacto contínuo de sensibilização de diversos territórios sobre a importância do patrimônio, da realização de oficinas de educação patrimonial e de inventários participativos sobre outras referências culturais”, destaca.

Desde 2009, o projeto Patrimônio Para Todos não se limita a registrar os bens consagrados, mas incentiva as próprias comunidades, grupos e coletivos a participarem ativamente desses processos. Atualmente, João Paulo acompanha o crescimento do projeto como consultor e evidencia a abordagem participativa e inclusiva como principal diferencial, fundamental para dar visibilidade às diversas referências culturais cearenses.