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Ovação a Marília Mendonça e celebração da diversidade marcam 5ª edição do Festival Elos

O público presente na praça verde do dragão do mar acompanhou os show de Johnny Hooker, Silvero Pereira, Filipe Catto e mais
Gal Costa foi homenageada por Filipe Catto em seu repertório com uma releitura de rock. Foto: Yuri Lima

Já consolidado no calendário cultural de Fortaleza, o Festival Elos desembarcou na praça verde do dragão do mar no último fim de semana. Com ênfase na inclusão e diversidade, o evento contou com apresentações de artistas locais e nacionais. O festival foi marcado por tributos a Belchior, Marília Mendonça e Gal Costa, e problemas com a distribuição de pulseiras.

No último dia 25, a cantora cearense Nayra Costa abriu o evento com um repertório e voz potente. Em seguida, Silvero Pereira interpretou as letras marcantes de Belchior, em tributo ao sujeito de sorte que nos ensinou a amar e mudar as coisas. Em entrevista ao OPINIÃO CE, o artista destacou que as músicas de Belchior refletem a atualidade.

“Tô muito feliz em levar esses versos, tanto para a galera que ama o Belchior de uma geração passada, mas também para a geração mais nova que está ouvindo esse cara e entendendo que ele é atemporal e atual”, destaca Silvero Pereira.

Antes do último show da noite, uma extensa fila preencheu a entrada do festival, resultando em um problema com a distribuição das 4 mil pulseiras que foram ofertadas de forma gratuita. Enquanto o público, que detinha as pulseiras, transitavam entre o espaço dos shows e aos arredores do Dragão do Mar, centenas de fãs e espectadores se mostraram decepcionados com a organização do festival. Por conta das reclamações, o festival decidiu retirar a entrega de pulseiras no segundo dia de shows.

Com um som cearense, a cantora Mumutante se apresentou no festival, além dos DJs Bugzinha e Silas Costa, do Mambembe, e dos DJs do Palo$a Baile, Negona, Fuga e Nandi. Para encerrar a primeira noite de apresentações, o pop de Johnny Hooker Hooker encontrou o sertanejo da eterna rainha do gênero, Marília Mendonça. Com o show “Clube da Sofrência”, o público foi embalado ao som de clássicos de Marília, mas o apogeu da apresentação ficou por conta de “Alma Sebosa” e “Amor Marginal”.

No domingo (26), os alquimistas já estavam no corredor para receber a cantora Filipe Catto, que trouxe em seu repertório uma releitura em rock das músicas de Gal Costa. Para o OPINIÃO CE, a cantora afirmou que estava ansiosa em retornar à capital cearense.

“Fortaleza é um lugar que mora no meu coração, é um lugar que eu sempre fiz shows maravilhosos”, afirma. Filipe Catto destaca, ainda, que sempre teve uma relação profunda com o repertório de Gal Costa. “As letras que a Gal cantava, a inteligência, a elegância, sempre foram inspiradoras e me educaram muito”.

No palco, Filipe Catto empolgou o público com “Tigresa”, “Negro Amor” e “Nada Mais”. Mostrando toda a potência do Nordeste, a cantora potiguar, Juliana Linhares, apresentou um repertório com enfoque regional com o show “Nordeste Ficção” e embalou o público apresentando o som da nova MPB. No palco, a cantora ressaltou que o cearense Belchior era uma de suas inspirações e o homenageou cantando “Comentário a respeito de John”.

A festa foi chegando ao fim e selvagens estavam à procura de lei, em comemoração aos 10 anos do disco homônimo que deslanchou o grupo cearense no cenário nacional, com turnês, premiações e apresentações em grandes festivais nacionais, a banda cearense ‘Selvagens à Procura de Lei’ encerrou a quinta edição do festival.

Leia mais em: Com tributo a Belchior e Marília Mendonça, Festival Elos reúne Johnny Hooker e Silvero Pereira