Com a sanção da lei realizada nesta segunda-feira, 26, no Palácio da Abolição, está criado o Programa Estadual Escolas da Cultura. De autoria do Governo do Ceará, a ação é um conjunto de políticas de formação e profissionalização nos campos das artes e da cultura localmente.
A iniciativa inclui a promoção e a ampliação da democratização do acesso à capacitação técnica e profissional para inserção no mercado de trabalho, geração de renda, protagonismo social, qualificação e produção simbólica na esfera cultural, cidadania e diversidade cultural.
Para além dos equipamentos públicos, também entram nessa luta pela propagação da cultura, instituições de artes da sociedade civil através do edital “Escolas Livres”. Para “reconhecer e potencializar essas experiências”, como destacou o secretário da Cultura.
“Esse passo faz parte desse crescimento, desse movimento de elevação de um status do trabalho cultural aqui do Ceará. Eu vejo que agora torna tudo mais comprometido, essa lei nos compromete cada vez mais com essa força da arte como objeto de transformação. Transformação de pessoas pelo saber, pelo compartilhamento de experiências”, afirmou a governadora Izolda Cela, que sancionou a lei.
Entre os objetivos da iniciativa está a promoção de distintos espaços para formação livre, profissional, técnica e acadêmica com currículos e programas inovadores nas áreas das artes e da cultura, com ênfase na juventude, estudantes, artistas, produtores e gestores culturais.
Há ainda o objetivo de ofertar cursos livres e profissionalizantes de nível básico e médio em arte e cultura, considerando os arranjos produtivos, vocações territoriais, o patrimônio cultural e natural, bem como as expressões culturais, linguagens artísticas, cadeias criativas e eventos predominantes nas regiões do Estado.
LANÇAMENTO DE EXPOSIÇÃO
A exposição Jardineiro do Palácio mostra de fotografias do cearense Galba Sandras foi apresentada por ocasião da sanção e traz obras artesanais de Eduardo Ângelo, o jardineiro do Palácio da Abolição. Cearense, de Pentecoste, o artistaconstrói sua trajetória produtiva reciclando matéria-prima natural.
A sua favorita é a Carnaúba, que o artista considera a bandeira do Nordeste. “Carnaúba é a bandeira do Nordeste. Ela está situada em todos os sertões. Você vê que todos os mapas ficam secos, a vegetação toda seca, mas a carnaúba, não. E ela serve para muitas pessoas no sertão tirarem o seu sustento”, explicou Eduardo Ângelo.
A exposição está localizada em frente à praça do MIS e na fachada do Palácio da Abolição. “Aqui, na Barão de Studart, passa muito turista. Quando eles passam e perguntam sobre as artes, às vezes, estou ali cuidando dos jardins, e as pessoas vêm falar comigo, batem foto, batem palmas. É muito bom ser reconhecido, principalmente trazendo essa cultura do Nordeste”, pontuou.
Também estavam presentes na solenidade da lei a secretária-executiva da Cultura do Ceará, Valéria Cordeiro; o coordenador de formação da Cultura, Ernesto Gadelha; a presidente do Instituto Mirante, Lara Vieira; a assessora especial de Acolhimento aos Movimentos Sociais,Zelma Madeira; e a vereadora e deputada estadual eleita, Larissa Gaspar.
