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Combate ao tráfico de animais silvestres ajuda no reflorestamento, diz coordenadora da Sepa

Foto: Opinião CE

O combate ao tráfico de animais silvestres é um importante auxiliador na tentativa de reflorestamento. Segundo a coordenadora da Célula de Animais Silvestres da Secretaria Estadual de Proteção Animal (Sepa), Karine Montenegro, não adianta pensar em reflorestamento e refloração se não encarar com seriedade o problema do tráfico da fauna.

Os animais, conforme a especialista, ajudam, por meio da dispersão de sementes, no que é chamado de “reflorestamento natural”. “Para o ser humano fazer o que a fauna silvestre faz, torna-se quase impossível. Daí a importância da proteção da fauna silvestre, que é vital para a floresta se manter em pé”, afirmou.

A coordenadora participa, nesta terça-feira (11), da COP30, em Belém. Ao Opinião CE, ela afirmou que o Ceará vem dando um ensinamento aos demais estados. “Lançando o Ceará como pioneiro no real enquadramento do traficante de animais silvestres”, afirmou.

“Uma das maiores mazelas da fauna silvestre é exatamente o tráfico. Esse é o grande exemplo que o Ceará vem dando como pioneiro”, explicou.

Segundo ela, antes, as penalidades aplicadas aos traficantes de animais silvestres eram pequenas e, depois da apreensão pela polícia, eles já estavam soltos.

De acordo com Karine, após a criação da Sepa, em 2023, a pasta vem contando com o apoio do delegado titular de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) do Ceará, Wilson Campelo, que vem enquadrando os traficantes no crime de associação criminosa. Isso faz com que eles tenham penas mais severas.