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Com 64 mortos, megaoperação contra o Comando Vermelho é a mais letal da história do Rio

Foto: Reprodução/ Redes sociais

Uma megaoperação realizada nesta terça-feira (28) contra o Comando Vermelho (CV) nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, já é considerada a mais letal da história do estado, segundo números confirmados pelo Palácio Guanabara.

De acordo com os dados mais recentes, 64 pessoas morreram durante a ação, sendo 60 suspeitos e 4 policiais, dois civis e dois do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais). Além disso, 81 pessoas foram presas. O número de mortos pode aumentar, já que a operação continua em andamento.

O Governo do Rio de Janeiro informou que esta é a maior operação de segurança pública dos últimos 15 anos. O principal objetivo é conter a expansão territorial do Comando Vermelho e capturar lideranças criminosas que atuam tanto no Rio quanto em outros estados.

Os 2,5 mil agentes que estavam mobilizados na ação tentavam cumprir 100 mandados de prisão contra integrantes da facção. Traficantes reagiram a tiros e com barricadas em chamas.

A megaoperação ocorre pouco mais de quatro anos após a ação no Jacarezinho, em maio de 2021, que resultou em 28 mortes e, até então, era considerada a mais letal da história fluminense. O número de mortes na operação desta terça-feira já é maior que o número somado das duas operações de 2021 e 2022, que contabilizaram 62 mortes ao todo.

Com o avanço das forças de segurança e a mobilização de unidades da Polícia Civil e do Bope, o Palácio Guanabara afirmou que os números ainda podem ser atualizados nas próximas horas. A operação segue em curso.

TRANSFERÊNCIAS

Os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública) farão uma reunião de emergência com o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, nesta quarta-feira (29).

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, pediu à Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senapen), órgão do Ministério da Justiça, a transferência de 10 detentos presos em penitenciárias do Rio para presídios federais. A solicitação foi autorizada.

Eles teriam liderado de dentro da cadeia as ações que culminaram com o caos na cidade, determinando o bloqueio de pistas, com o sequestro de ônibus em vários pontos da cidade.