Israel, na madrugada de quinta-feira (13), lançou uma série de ataques aéreos contra cidades do Irã. O governo israelense afirmou que os ataques têm por objetivo impedir que o Irã desenvolva uma arma nuclear. No dia seguinte, um amigo de trabalho comentou o acontecimento histórico e relatou o que seu filho, pré-vestibulando, que tenta ingressar no curso de Medicina, disse: “Pai, cada país quer a sua segurança e sobrevivência, nem que para isso custe a vida de milhares de pessoas”. Aí, a conversa se estendeu. Segurança militar, sim, e sobrevivência, leia-se: econômica. Ao longo do processo histórico, Israel, com o apoio de judeus abastados e do governo norte-americano, forneceu armas, investiu em tecnologia e poder bélico, inclusive, com o desenvolvimento de bombas atômicas. A maioria das análises independentes aponta que o arsenal israelense chega a cerca de 90 ogivas nucleares. O Irã, o antigo Império Persa, inclusive que não são árabes, mas indo-europeus, ainda cultuam o masdeísmo. Aderiram ao Islamismo por imposição, após a invasão dos árabes. Problema para refletir: O Irã não tem ogivas nucleares. De fato, o país vem acumulando uma quantidade significativa de urânio enriquecido, especialmente a 60% de pureza, quantidade suficiente para gerar várias bombas. As agências de inteligência dos EUA e da International Atomic Energy Agency (IAEA), em seus relatórios, afirmam que o Irã não está ativamente construindo e não há sinal de montagem de ogivas nucleares. Vixe, o Brasil enriquece o urânio! O nosso país, como sempre, faz o dever de casa. Como signatário do Tratado de Não Proliferação (TNP), segue a Constituição Federal que proíbe armas nucleares. Estranho que, por aqui, parte das Forças Armadas ainda vive e pensa no contexto da geopolítico da Guerra Fria, tendo como inimigo o comunismo, como país não guerreiro subjugado pelos interesses das potências, leia-se, EUA, pensando sempre em articular golpes e destituir governos democráticos. O Brasil, em suas instalações nucleares em Resende (RJ), faz o enriquecimento de urânio o máximo permitido sob monitoramento do (IAEA), a agência autônoma ligada à ONU. E por falar em ONU? Para que serve mesmo? Os russos continuam a matar civis e devastar a Ucrânia. Ao longo da história, Israel sempre teve uma ação militar genocida para com os palestinos. Para cada soldado israelense morto, Israel com o seu poder bélico e caças, bombardeava e matava centenas de palestinos. Só muita ingenuidade achar que os EUA não sabiam do ataque de Israel ao Irã. O governo norte-americano invadiu o Iraque sob a acusação de possuírem armas químicas e biológicas, o que não era verdade. Mataram milhares de inocentes e enforcaram seu líder, Saddam Hussein. Agora, Benjamin Netanyahu, o líder supremo judeu, ameaça matar o aiatolá Ali Khamenei, o líder do Irã. Diante da ameaça de inflação, instabilidade econômica e crise social, Trump e os europeus não querem e nem podem arcar com as invasões. Também sabem que o Irã tem uma das maiores reservas de petróleo e gás natural do mundo, tem o controle do Estreito de Ormuz, por onde cerca de 20% do petróleo global é transportado ao ocidente, assim como sabem que os países árabes têm um certo apoio e domínio econômico da China. Na reunião do G7, o chanceler alemão, Friedrich Merz, deixou claro os interesses econômicos de uma Europa desarmada e fragilizada economicamente ao reafirmar que Israel tem “o direito e o dever de proteger sua população de acordo com o direito internacional”, e completou: “Israel está fazendo o trabalho sujo por todos nós contra o Irã”. Cuidado, Lula, Trump já começou a fazer chacota com você em público. Lembre-se do que prognosticou o Dr. Enéas Carneiro, um dos candidatos concorrentes na eleição de 1989, que na época defendia abertamente que o Brasil deveria desenvolver armas nucleares, dizia: “Um país como o Brasil, com o tamanho que tem, com as riquezas que tem, precisa da bomba atômica para ser respeitado!”. Ou seja, para garantir a soberania, o respeito internacional e a defesa nacional. Nesse “outro Oriente Médio” de resorts do pós-guerra não há lugar para os palestinos. Lula, cuidado com a sua vida, com a Amazônia e o petróleo que rondeia a pátria.
