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Um direito que tem, no mínimo, o máximo da dignidade

Completou 90 anos na última quarta-feira o salário-mínimo brasileiro. É o valor que faz referência ao menor ganho possível que um trabalhador devidamente registrado pode ganhar. É sobre esse piso que se sustenta parte do país e contra o qual, espantosamente (ou não!), se insurgem alguns pesos-pesados da economia. Os ditos “liberais” reclamam que o salário-mínimo obstrui o desenvolvimento, falam em “meritocracia” e alegam que os mercados podem e devem se regulamentar sem a interferência do Estado. É tudo balela. O indicador baliza uma série de direitos e obrigações e precisa, por isso, ser respeitado e preservado. Foi sob pressão medonha de donos do capital que o governo de Getúlio Vargas estabeleceu a regra em 1936. A contracorrente que garantiu o direito foi exercida por sindicatos e outras organizações de trabalhadores. E não é sem muito esforço e extremo empenho que hoje, ainda debaixo de ameaças, o salário-mínimo se mantém.

Quase uma oração

Determina a lei 185, de 14 de janeiro de 1936: “Todo trabalhador tem direito, em pagamento do serviço prestado, a um salário mínimo capaz de satisfazer, em determinada região do país e em determinada época, suas necessidades normais de alimentação, habitação, vestuário, higiene e transporte”.

Roubar é pecado

O escândalo do banco Master, que está sendo considerado não apenas um terremoto na economia, chegou às igrejas. Avareza é um pecado capital, segundo a fé cristã, e a prisão de Fabiano Zettel, dono da igreja Bola de Neve e parceiro da Lagoinha, pode ser a porta do inferno para empresários expressivos no setor.

Cheiro de enxofre no ar

Aliás, a senadora-advogada-pastora Damares Alves já tratou de avisar que a catinga de enxofre nas igrejas chegou à CPMI do INSS. O reconhecimento fez o arrecadador Silas Malafaia espumar de ódio dela. Tenha fé, portanto.

Literalmente

Uma boa poda de árvores em ruas de Fortaleza pela Prefeitura não há de fazer mal a ninguém. O excesso nas copas está bloqueando a iluminação noturna e causando riscos graves à população. Quem dirige veículos, quem anda em calçadas e quem precisa de segurança pública, por exemplo, não está enxergando luz no fim do túnel. Nem no começo.

Medieval

Valentão de Caucaia foi preso pela Polícia Militar por crime ambiental – e um dos mais covardes, diga-se. O sujeito mantinha uma rinha de briga de galos e criava 14 animais para a sanguinolenta e cruel atividade. O delinquente ainda guardava itens para tornar as disputas mais violentas. A mais recente ocorrência do gênero, coincidentemente (ou não) no mesmo município, foi registrada em 2021.

Curioso, mas não atenuante

O bandido preso por botar animais para se matarem escolheu se estabelecer num endereço descabido para quem quer detonar a natureza e a fé e a compaixão cristãs: a Rua das Flores, no Bairro Padre Júlio Maria.

Na tela

A Associação Cearense de Imprensa (ACI) apresenta hoje o documentário “Apocalipse nos Trópicos”. O filme, da cineasta Petra Costa, é um dos indicados ao Oscar na categoria. Trata-se de um mergulho profundo no lamaçal que foi, moral e politicamente, o golpe de estado de 8 de janeiro de 2023, cometido pelo bolsonarismo.

Para abrir os trabalhos

A exibição de “Apocalipse nos Trópicos” está marcada para começar às 9h, na sede da ACI, abrindo a programação de 2026 do projeto “Cinema, Café e Tapioca”, tocado por profissionais de comunicação. A ACI fica na Rua Floriano Peixoto, 735, 6º andar – Centro, em Fortaleza. A entrada é gratuita. E a participação no café também é 0800.