Imagine a cena: você compra algo por R$ 128 e… bum! Na hora do pagamento, R$ 28 vão direto para o governo e apenas R$ 100 chegam à mão da empresa. Isso é o split payment em ação — o novo jeito (esperado para 2027) de recolher impostos na hora da venda, sem precisar confiar na boa vontade do contribuinte. Mas, por que inventaram isso? O objetivo é acabar com aquela bagunça de notas frias, fraudes ou atrasos no recolhimento. Querem cortar o mal pela raiz, fazendo com que o imposto seja retido já no pagamento — e não lá no fim do mês. E o melhor: segundo o Ministério da Fazenda, o sistema está sendo desenvolvido para causar mínima interferência na forma como as empresas vendem hoje, seja por PIX, cartão, boleto… “não vamos pedir nada que não possa ser feito”; Mas o que deve acontecer antes de 2027? Ainda para 2025: começa o piloto do projeto (parte federal do novo imposto) — empresas parceiras já estão testando o sistema. Em 2026: fase “facultativa e simbólica”. Só quem quiser entrar já pode usar o split em transações B2B (entre empresas). E a cobrança efetiva ainda não deve acontecer. E para 2027: deve virar lei — obrigatório nas transações entre empresas e fornecedores e, com o tempo, para empresas e clientes do varejo também. E a reação das empresas e contadores? Acredito que deve vir treta por aí: essa virada exige integração entre sistemas de caixa, financeiro e tributário — sem falar na formação de pessoal. Será preciso reestruturar o fluxo de caixa, treinar profissionais, trocar sistemas e ajustar contratos. Muita coisa para o empresário ajustar. Quem não se mexer vai sentir impacto no bolso. Então, vale a pena? O split payment promete reduzir a sonegação, aliviar as dores de cabeça de quem compra ou vende, e dar mais transparência ao sistema. Por outro lado, exige planejamento, tecnologia e dinheiro das empresas. Mas a Receita garante: nada será imposto de supetão, o processo é gradual, faseado e sem surpresas bruscas nas operações. A reforma tributária está transformando o jeito de trabalhar — então melhor surfar essa onda, não ficar boiando, certo? No fim das contas, o split payment é como aquele amigo inconveniente, mas necessário, que aparece de supetão e bagunça sua bagunça… mas você fica melhor (e mais organizado) por conta disso. Então fique ligado: 2025 é só o aperitivo. 2026 vem o treino. E 2027, o jogo de verdade começa. Que vença o mais preparado. Boa semana, bons investimentos e cuide bem das suas finanças.
