Qual deve ser o valor do salário da elite do serviço público? O Brasil construiu poderes e categorias profissionais dentro desses poderes que se tornaram incontroláveis por força de leis. A quem deve se reportar um ministro do STF?Um desembargador federal ou estadual? Um juiz? Um procurador? Um promotor? Um conselheiro de Tribunal de Contas?
Está tudo sem comando, sem chefia, sem uma ordem que exija presença no trabalho, produção, ética e respeito ao contribuinte.
Na próxima quarta-feira, o Supremo Tribunal Federal vai julgar uma liminar proferida pelo ministro Flávio Dino que suspendeu o pagamento de indenizações, gratificações e penduricalhos criados para furar o teto do serviço público, que é de R$ 46 mil, o ganho mensal de um ministro do Supremo Tribunal Federal.
Na verdade, a desordem estará em julgamento. O correto seria o servidor insatisfeito pedir demissão do serviço público e tentar uma vida melhor na iniciativa privada. Sem capacidade para competir, optam por criar penduricalhos para dobrar ou triplicar salários. Perderam a noção de que moram em um país no qual 80% da força de trabalho recebe até R$ 10 mil por mês, seja no serviço público ou privado.
A arrecadação de tributos não consegue mais pagar a conta com servidores públicos ativos e inativos. Não consegue manter a assistência social. Não consegue financiar saúde, educação e segurança. Não sobra dinheiro para infraestrutura. O servidor público da elite, além dos altos salários, usufrui de frota de carros com motoristas, combustível e manutenção pagos pelo contribuinte. Parece que estamos chegando à hora da verdade.
A nova forma de agir da polícia silenciou a oposição
O governador Elmano de Freitas aplicou um golpe político na oposição ao mudar, por meio de decreto, a atuação da Corregedoria da Polícia. Os policiais deixaram de ser tratados automaticamente como réus quando matam bandidos em operações e confrontos.
O primeiro grande teste foi no carnaval. Nos municípios de Barreira e Ibiapina, sete faccionados foram mortos ao trocar tiros com a polícia, após tentarem fechar lojas.
A nova forma de agir da Polícia Militar está promovendo o recuo de faccionados, que agora buscam apoio de entidades de direitos humanos para forçar um recuo do governo. Não serão atendidos.
Bancada do PDT irá sumir na Alece
Os movimentos da janela partidária levam a leituras rápidas. O PDT não terá mais representação na Alece. Seus deputados estaduais irão se transferir para União Brasil e PSDB, partidos de direita.
O PSD perderá dois deputados estaduais, que devem se filiar ao Republicanos ou ao PP, inicialmente.
A dificuldade para filiação não é ideológica, é de espaço. Partidos de direita, por exemplo, fecharam questão limitando filiações a candidatos com potencial mínimo de 40 mil votos.
Os partidos da base do governo não estão impondo limite. São táticas diferentes. Quem tiver mais votos se elege. Com Elmano reeleito, suplentes terão muitas chances.
Deputado Felipe Mota anuncia o fim da bancada estadual do União Brasil na Alece
O União Brasil não terá candidato a deputado estadual. A direção do partido no Ceará decidiu que não filiará candidatos para a Assembleia Legislativa. Todos os seus deputados estaduais devem se filiar ao PSDB.
“O União Brasil, a partir de abril, não terá representação na Alece”, declarou o deputado Felipe Mota.
Segundo ele, Felipe Mota, Reginauro e Heitor Férrer irão para o PSDB. O deputado Firmo Camurça ainda decidirá seu destino.
União Brasil terá somente candidatos a federal
Na estratégia eleitoral, o União Brasil lançará apenas candidatos a deputado federal. Capitão Wagner, Moses Rodrigues, Danilo Forte e Fernanda Pessoa serão candidatos, caso permaneçam no partido.
PDT terá filiação em massa
O PDT projeta chapa forte para a Alece. Gardel Rolim, Márcio Martins e Adail Júnior são nomes apoiados pelo prefeito Evandro Leitão. O partido terá ainda candidatos do Cariri e de Itapipoca.
O almoço tático do PSD
Domingos Filho almoçou com lideranças do Sertão Central. Estavam presentes prefeitos e pré-candidatos a deputado estadual e federal.
Ficou acertada a candidatura da delegada do Ministério da Agricultura no Ceará, Marcela Pimenta, à Assembleia Legislativa. Ela terá apoio do deputado Domingos Neto fora da região.
Manoela Pimenta tem assegurados os colégios eleitorais de Quixeramobim, em que seu pai, Cirilo Pimenta, é prefeito, e de Pedra Branca, onde seu marido, Mateus Góis, é liderança política. Ela também contará com apoio da prefeita Ivonete.
Aldigueri caminha para dobradinha com 30 deputados na Alece
O presidente da Alece, deputado Romeu Aldigueri, caminha para conquistar o apoio de 30 deputados ao seu projeto de disputar vaga na Câmara dos Deputados.
Os parlamentares definem o apoio a Aldigueri em uma frase: “É um homem de palavra”. Outro fator de peso é a influência do deputado no Governo Elmano de Freitas. Aldigueri trabalha para acomodar aliados nos partidos da base.
Eduardo Girão terá um evangélico como vice
Atendendo a sugestão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o senador Eduardo Girão discute com lideranças evangélicas um nome forte da igreja no Ceará para compor sua vice.
Os evangélicos somam cerca de dois milhões de fiéis no Estado. Se o plano obtiver êxito, será um apoio importante.
