Muito bom o resultado do Ceará sobre o Avaí. Escrevo o resultado porque a esta altura do campeonato o que interessa são os pontos ganhos e, com a vitória de 2 x 0, os alvinegros se aproximam do G-4 e mantêm acesa a chama de voltar para a primeira divisão. O primeiro tempo foi lastimável. De um lado o Avaí, interessado desde o primeiro minuto em retardar o jogo, numa bola perdida fez um gol, e, do outro lado, um Ceará com dificuldade de transformar em jogadas efetivas (gols) a sua maior posse de bola.
No segundo tempo a equipe melhorou. A substituição de Lucas Mugni no lugar de Recalde deu criatividade à equipe. Aliás, o lado esquerdo ofensivo do Ceará é a principal arma. É por ali, através de Mateus Bahia, Pulga e Mugni que o Ceará consegue a maioria de suas vitórias.
Recalde é um excelente finalizador, daí estar sempre zanzando pela área adversária na esperança de que sobre uma bola. No entanto, sua pouca movimentação o impede de ser um articulador. É pouco para um jogador que ocupa uma posição estratégica e quase não é notado.
O lado direito ofensivo fica por conta da imprevisibilidade de Saulo Mineiro. Ninguém nunca sabe o que vai fazer quando a bola chega aos seus pés. Pode ser o início de uma jogada em que a bola acaba dentro das redes adversárias ou um lance perdido por precipitação. Por outro lado não é menos verdadeiro que ele toca o horror na defesa adversária. É quem mais finaliza na Série B. Fico imaginando o que um zagueiro adversário fala para seu companheiro de zaga quando enfrenta o incansável, forte e veloz atacante alvinegro.
Um setor que parece ter se estabilizado foi a defesa. A presença do João Pedro na zaga central aumentou a altura dos defensores e a qualidade técnica da equipe. O zagueiro, além da relação bola, espaço, tempo e coordenação, têm um bom passe, o que facilita a saída de bola. Tendo que vencer os três jogos que faltam o Ceará ainda tem que contar com perda de pontos de clubes que estão à sua frente: Sport e Mirassol, principalmente.
