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Projeto susta decreto que inclui a empresa Pré-Sal Petróleo no Programa de Parcerias de Investimentos

Tramita na Câmara Federal projeto que susta os efeitos do decreto do Planalto que inclui a empresa Pré-Sal Petróleo no Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República. Se a intenção de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes passar, será enterrada definitivamente a política de defesa do patrimônio nacional instituída com a campanha O Petróleo é Nosso, nos anos 1940 – que resultaria em 1953 na fundação da Petrobras.

A busca da soberania moveu não apenas gestos políticos, mas uma gigantesca articulação econômica. “O decreto representa clara ameaça à gestão pública dos recursos energéticos representados pelo petróleo e gás natural do pré-sal, que é um patrimônio de todos os brasileiros”, diz o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que assina o projeto de salvaguarda da Pré-Sal Petróleo.

Caminhos

O texto de Reginaldo Lopes passará pelas comissões de Minas e Energia, na qual há dois cearenses – Heitor Freire e Vaidon Oliveira, ambos do União Brasil e ligados ao bolsonarismo -; de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços, na qual há só um cearense e como suplente – Robério Monteiro (PDT) – e de Constituição e Justiça e de Cidadania, que inclui Danilo Forte (UB), Domingos Neto (PSD), Eduardo Bismarck (PDT) e José Guimarães (PT). Está lá também o suplente Idilvan Alencar (PDT).

Tortuosos

Como se pode perceber, as trilhas a serem percorridas pela matéria que exclui a empresa Pré-Sal da gana privatista não têm nada de suaves. Haja mobilização para quem é contra a venda, portanto.

Grande negócio

O presidente da Câmara de Fortaleza, Antônio Henrique (PDT), está propondo que dinheiro público seja gasto na instalação de uma estação de pedalinhos, caiaques e stand up paddle na Lagoa do Mondubim. Como a Prefeitura não entende bulhufas desses assuntos, é certo concluir que a ideia é entregar os serviços à iniciativa privada.

Nobre dúvida

O jornalista e humorista gaúcho Aparício Torelly (1895-1971), comunista de carteirinha e ácido crítico de ditadores, concedeu a si um falso título nobiliárquico: Barão de Itararé. Era chiste com uma batalha que não houve, embora tivesse sido anunciada na Imprensa de 1930 como possível sangrento confronto entre aliados do governo e opositores. Repetindo “Aporelly”, que título poderia ser dado a Bolsonaro pelo golpe de 7 de setembro que não houve? Marquês da Tchutchuquinha?

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