Imagine a cena: você andando tranquilamente no calçadão da beira-mar, camiseta leve, celular ou sua carteira no bolso, curtindo a brisa… De repente, alguém esbarra em você. Nada de mais, acontece. Mas aí vem aquela pulguinha atrás da orelha: “E se esse esbarrão foi um golpe? Será que ele encostou uma maquininha no meu bolso e passou uma compra no meu cartão por aproximação?” Sim, estamos vivendo no futuro. Pagamentos por NFC — aquela tecnologia do “encostou, pagou” — já estão em tudo: cartões, celulares, relógios, pulseiras fitness, até geladeira se bobear. É a praticidade reinando. Mas com a praticidade vem a dúvida: será que é seguro? O medo é real, mas o golpe… nem tanto. Vamos aos fatos. Tecnicamente, seria possível alguém com más intenções tentar isso. Golpistas criativos existem, claro. Mas, na prática, não é tão simples quanto parece. Para começar, os cartões com NFC geralmente têm um limite de valor para pagamento sem senha (algo entre R$50 e R$200, dependendo do banco). Acima disso, a maquininha vai pedir a senha. E aí já complica bastante para o golpista. Além disso, celulares com NFC (via Apple Pay, Google Pay, Samsung Pay etc.) geralmente exigem biometria ou desbloqueio da tela para autorizar qualquer transação. Ou seja: se seu celular estiver no bolso travado, pode encostar uma maquininha de ouro que não vai passar nada. E tem mais: para o pagamento acontecer, a maquininha precisa estar conectada, configurada com um CNPJ ou CPF, e a transação deixa rastro. Não é como roubar doce de criança, como dizem por aí. É golpe que exige planejamento — e muito risco para pouco dinheiro. Mas como se proteger? Apesar de improvável, não custa se precaver. Aqui vão umas dicas simples: use capinhas ou carteiras com bloqueio RFID, que evitam a leitura de cartões por aproximação. Se não usa o NFC, desative essa função no app do banco ou peça um cartão sem contato. No celular, mantenha o NFC desligado quando não estiver usando. Economia de bateria e segurança em dobro. Evite andar com o cartão solto no bolso traseiro ou em lugares fáceis de alcançar. Conclusão: vale usar, mas com consciência. O NFC é prático, moderno e — olha só — seguro, sim. Desde que usado com responsabilidade. O medo do “golpe do esbarrão” virou lenda urbana, mas é sempre bom lembrar: o maior perigo mesmo continua sendo a senha “1234” e aquele post nas redes sociais com o número do cartão de crédito ao fundo. Use a tecnologia, mas não desligue o bom senso. Boa semana, bons investimentos e cuide bem das suas finanças.
