Se você tem conta em banco, fintech ou carteira digital, provavelmente já trombou nas redes sociais com alguém dizendo que “o PIX vai ser taxado” ou que qualquer movimentação acima de R$ 5.000 vira imposto automático. Calma lá. Respira fundo. Isso não é verdade. A própria Receita Federal já veio a público várias vezes para desmentir esse boato. O ponto principal é simples e direto: o PIX não será taxado. A Constituição Federal deixa claro que não pode haver cobrança de imposto sobre movimentações financeiras. Em outras palavras, transferir, receber ou gastar dinheiro não gera imposto automaticamente. Mensagens falando em multa de 150% ou cobrança de 27,5% sobre transações acima de R$ 5 mil por mês são pura fake news. Agora, existe um detalhe importante que costuma causar confusão: as instituições financeiras precisam, sim, informar movimentações quando determinados valores mensais são ultrapassados. Bancos, fintechs e instituições de pagamento enviam à Receita dados gerais de entradas e saídas, mas isso não é imposto, não é taxa e nem significa que cada PIX seu está sendo analisado com lupa. Trata-se apenas de uma obrigação de envio de informações dentro do sistema e-Financeira, que ajuda no combate a fraudes, lavagem de dinheiro e sonegação. Outro ponto essencial é não confundir movimentação financeira com renda. Renda é o dinheiro que você realmente ganha, como salário, prestação de serviços ou aluguel. Movimentação financeira é tudo o que entra e sai da conta, incluindo transferências entre contas próprias, pagamentos do dia a dia ou devolução de valores. Receber R$ 5.000 e gastar R$ 5.000 não quer dizer que você ganhou R$ 10.000. O alerta acende quando a movimentação não bate com a renda declarada. Se alguém diz ganhar R$ 5.000 por mês, mas movimenta R$ 10.000 com frequência, essa diferença pode precisar ser explicada na declaração do Imposto de Renda. Também não dá para misturar isso com a regra que isenta do IR quem recebe até R$ 5.000 por mês, com descontos graduais até R$ 7.350. Essa regra fala de renda, não de PIX ou movimentação bancária. Resumindo: o PIX segue livre de imposto. O cuidado necessário é manter coerência entre o que entra, o que sai e o que é declarado. Informação correta evita susto, boato e dor de cabeça com a malha fina. Boa semana, bons investimentos e cuide bem das suas finanças.
PIX, fake news e aquele papo chato de Receita Federal (mas que a gente precisa entender de verdade)
