Menu

Quase metade do Brasil no vermelho: e agora?

Se você sentiu que o boleto anda chegando mais animado que você, saiba que não está sozinho. Uma...

Se você sentiu que o boleto anda chegando mais animado que você, saiba que não está sozinho. Uma pesquisa divulgada agora em fevereiro de 2026 aponta que cerca de 49,7% dos adultos — fecharam 2025 com algum tipo de inadimplência. É praticamente um país inteiro lidando com cartão estourado, financiamento atrasado ou aquele crediário que parecia inofensivo, mas virou dor de cabeça. O número assusta porque mostra que não é um problema isolado; é pressão generalizada no orçamento, renda e custo de vida corroendo o salário antes mesmo do fim do mês. E o vilão? Orçamento apertado, renda corroída e aquele
velho hábito de empurrar a fatura para o “eu do mês que vem”. Spoiler: o “eu do mês que vem” nunca gostou dessa herança. O cartão de crédito segue como protagonista desse drama. Juros rotativos no Brasil são altos e, quando a fatura vira bola de neve, o orçamento perde o controle. Muita gente empurrou parcelas para frente acreditando que “mês que vem melhora”. Só que o mês seguinte chegou com as mesmas contas — e juros maiores. Some a isso a inflação acumulada, renda que não acompanha os preços e pronto: o cenário perfeito para o nome parar nos cadastros da Serasa ou do SPC Brasil. Mas calma. Dá para sair do vermelho — e não é só no grito. A boa notícia é que a inadimplência não é destino final, é situação temporária — desde que haja estratégia. O primeiro passo é
encarar os números sem maquiagem: listar todas as dívidas, entender taxas e priorizar as mais caras. Negociar é fundamental; credores preferem receber com desconto do que não receber nada. Muitas vezes é possível conseguir abatimentos relevantes à vista ou parcelamentos com juros menores.

Paralelamente, é preciso interromper o ciclo: reduzir gastos variáveis, cortar supérfluos por um período e evitar novas compras parceladas enquanto a casa não estiver organizada. Entrou um extra? Use com inteligência. Parte para aliviar a rotina, parte para acelerar a quitação. E, assim que o nome estiver limpo, o foco muda para construir uma reserva de emergência. Sem colchão financeiro, qualquer imprevisto vira recaída. Organização financeira não é sobre ganhar muito, é sobre administrar bem o que se ganha. Ajuste a rota, negocie, planeje e transforme essa fase em aprendizado. Boa semana, bons investimentos e cuide bem das
suas finanças.