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Para não esquecer

Já estão em fase de entrega os exemplares do livro “Explosões conservadoras – Atentados de extrema-direita na abertura...

Já estão em fase de entrega os exemplares do livro “Explosões conservadoras – Atentados de extrema-direita na abertura da ditadura civil-militar (1980-1982)”, do cearense Airton de Farias. Os volumes estiveram em pré-venda no início deste ano. Historiador, professor do IFCE, Airton partiu de artigos acadêmicos que escreveu entre 2018 e 2020 para abordar uma série de atentados “anticomunistas” em Fortaleza – em geral, tratada com superficialidade pela Imprensa, na maioria das vezes relegada às páginas do noticiário policial -, com destaque para a destruição de bancas de jornais que vendiam publicações progressistas. “Os integrantes do Movimento Anticomunista (MAC) eram todos civis, de classe média, universitários, o que possibilita observar que, mesmo quando perdia popularidade, no fim da década de 1970, a ditadura ainda contava com algum apoio social”, explica o autor. Esse panorama exposto lembra algo recente? Tem paralelos com a intentona reacionária movida pelo bolsonarismo e pelo neofascismo em 8 de janeiro? O conhecimento e a análise das sequelas sociais impostas pelo golpe podem auxiliar os meios civilizados a prevenir espasmos golpistas, atentados e agressões à Democracia?

A História
O IFCE tem nesta quinta-feira (3), no Campus de Canindé, uma intensa programação sobre os 60 anos da brutal ditadura militar no Brasil. A pauta inclui exibição de filme sobre o tema, debates, exposição sobre “Explosões conservadoras – Atentados de extrema-direita na abertura da ditadura civil-militar (1980-1982)”. O livro será lançado a partir das 16h.

É bom que se diga
Os protagonistas dos atentados entre 1980 e 1982 tentaram ampliar a ação terrorista para outros estados do Nordeste, mas foram presos e cumpriram temporadas de cadeia. Todos se reintegraram à sociedade, alguns conquistando funções públicas de projeção. Um ou outro reagiam ameaçadoramente quando, abordados pela Imprensa, eram solicitados a tratar dos atentados.

De olho
Tem as grifes das secretarias do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Estado, iniciativa de reflorestamento da bacia do Rio Jaguaribe. Afirma o Governo do Ceará que se trata do “maior projeto de florestamento, reflorestamento e educação ambiental” daquele meio hidrográfico. Para isso, estão sendo semeados R$ 2,8 milhões da Chesf.

Cheiro de fake news
Antes de denunciar ter tido o comitê vandalizado por militantes de esquerda, o deputado André Fernandes (PL) precisa esclarecer a história da Bíblia que teria achado na Praça do Ferreira em 2018. Ele dizia que o livro havia sido presenteado ao então candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, que o teria jogado fora. André nunca provou. Deixou no ar um forte cheiro de fake news.

Para anotar e não esquecer
Do sempre lembrado Ulysses Guimarães, ex-presidente da Câmara dos Deputados: “Temos ódio à ditadura. Ódio e nojo. Amaldiçoamos a tirania aonde quer que ela desgrace homens e nações”.

Dois pesos
O deputado Reginauro Souza (União) reclamou do reajuste de 5,62% definido pelo Governo para salários de servidores estaduais. Disse ser insuficiente. Mas não fez consideração nenhuma sobre o índice de 4,62% concedido pela Prefeitura ao funcionalismo de Fortaleza.