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Os Leões

Internacional, Vitória, Ceará, Fortaleza e Santos lutam para escapar do rebaixamento. Assunto para os comentaristas de resultados que nesse momento estão consultando os institutos que divulgam cálculos de probabilidades de rebaixamento ou ascensões de equipes.

Embora saiba que este assunto é da maior importância, visto que define a permanência de um clube na primeira divisão, não me sinto atraído porque as variáveis são tantas que fica quase impossível construir um raciocínio que crie uma lógica. 

Louco por futebol, e a exemplo do falecido escritor uruguaio Eduardo Galeano, também ando pelos estádios e campos da vida, chapéu na mão, mendigando uma bela jogada. E se tem algo que me entusiasma é a recuperação do Fortaleza nesse final de campeonato.

O técnico argentino Martin Palermo, recém-contratado pelo Fortaleza, tem grande importância nesse processo. A princípio, porque topou um contrato de risco com um clube que passava por várias crises e estava comendo o pão que o diabo amassou.

Foi nesse terreno de areia movediça que ele começou a pisar. Dirigentes brigando uns com os outros, jogadores demitidos, contusões a granel. Foi como se todas as bruxas do mundo tivessem abandonado suas vassouras e resolvessem acampar no Pici.

Foi dentro de um clima de desprestígio com a torcida, deixando de ir aos estádios, que o Fortaleza venceu o Juventude por 2 a 1 no Rio Grande do Sul e o Flamengo por 1 a 0 no Castelão. Daí em diante, os leões voltaram a acreditar e a confiança voltou.

E os resultados começaram a aparecer. Quatro empates seguidos contra Ceará, Santos, Grêmio e Atlético Mineiro anunciavam a melhora do time, depois as vitórias foram aparecendo, e, em menos de doze dias, venceu o Bahia, Bragantino, Atlético Mineiro e Corinthians.    

 Estimulado por essa campanha de final do segundo turno, o Fortaleza enfrenta domingo o Botafogo no estádio “Nilton Santos”. Os alvinegros também lutam por vitórias atrás de uma classificação para a fase de grupos da “Taça Libertadores.” O jogo promete.