Como diria um poeta do samba, ainda ecoam pelos ares o barulho promovido pela torcida do Fortaleza ao festejar o gol de Adam Bareiro aos trinta minutos do segundo tempo, que garantiu aos tricolores vislumbrar sua permanência na primeira divisão do futebol brasileiro.
O grito de gol estava sufocado na garganta, pois, diferente dos últimos jogos, em que vinha tendo boas atuações, o Fortaleza não jogou bem. O Bragantino teve maior posse de bola e andou perdendo gols. Os Leões só melhoraram no segundo tempo com a entrada de Crispim no lugar de Herrera.
Crispim aumentou o número de jogadores no meio de campo – saiu de um 4-3-3 para um 4-4-2 – passando a equilibrar o jogo e daí o Fortaleza ensaiou alguns ataques e foi num deles que surgiu o gol salvador que mantém viva a esperança de classificação.
Depois de ter atravessado um ano em que comeu o pão que o diabo amassou e, embora, vez por outra, seus conselheiros se metessem em escaramuças, o Fortaleza parece ter reencontrado a tranquilidade necessária. A serenidade faz bem e o ditado reza que o apressado não tem sorte.
O técnico Martín Palermo parece ter encontrado o ponto do doce. Investiu na técnica e na elegância de Pierre e Mateus Pereira, na garra e no sentido de marcação de Lucas Sascha, na velocidade e habilidade de Breno Lopes, no oportunismo de Adam Bareiro e no talento de Herrera.
O meio de campo e o ataque têm sido o ponto alto da equipe. Essa arrancada final com três vitórias e quatro empates levou o clube a ganhar treze pontos dos vinte e um disputados, ensejando uma brilhante recuperação de quem já era considerado como rebaixado.
Faltando três jogos para encerrar sua participação, os Leões enfrentam o Atlético Mineiro domingo no Castelão. Na quarta-feira (03), jogam contra o Corintians no mesmo lugar e no domingo (07), o Botafogo joga no Rio de Janeiro. A disputa sinaliza que “enquanto tiver bambu, tem flecha”.
