Os Leões continuam brilhando. Perdi as contas do tempo que eles estão entre os três primeiros colocados no campeonato da Série A. Poderia até estar numa colocação melhor se não fosse uma participação tenebrosa das equipes de arbitragem.
Foi um sábado, 31 de agosto, que o Fortaleza, defendendo a liderança, enfrentou o Botafogo no Estádio Nilton Santos – pense numa pessoa e em um jogador fora de série – Como era de se esperar, o Botafogo marcou alto pressionando a saída de bola do Fortaleza.
Acuado, o Fortaleza fazia uma marcação baixa e intensa dentro do seu campo. Os tricolores não se caracterizam pela posse de bola e uma de suas melhores estratégias consiste em atrair o adversário para o seu campo, recuperar a bola e contra atacar em velocidade.
Com quinze minutos de jogo e jogando dentro do campo do Fortaleza, os alvinegros perderam algumas bolas e, quando o Fortaleza contra atacava, seus jogadores eram parados com falta. Foram sete faltas impedindo a evolução e nenhum cartão amarelo.
Contra o Palmeiras foi pior. Duas intervenções da equipe de arbitragem em lances decisivos resultaram em marcação de pênaltis. Um escândalo! Foi tão calamitoso que a Comissão de Arbitragem da CBF afastou o árbitro e o comandante do VAR.
Os fatos acontecem, mas a mídia esportiva sul-sudeste quando vê seus interesses contrariados, esquece rápido e chama esses lances de polêmicos. Alguns até elogiam a gestão administrativa e do departamento de futebol, mas fica claro que o Fortaleza é um osso na vida deles.
Ao invés de se perderem em preconceitos, deveriam se inspirar. Procurar entender como um clube de futebol consegue com verbas e patrocínios limitados ótimos resultados. Como diz o Mário Kempes: “imbatível, aguerrido, vibrante e na Libertadores”.
E tem mais! Está mais do que na hora da CBF premiar as excelentes campanhas do clube. Nesse marasmo que virou a seleção brasileira, que tal injetar uma paixão nordestina. Acorda Dorival Júnior! O volante Hércules e o goleiro João Ricardo pedem passagem.
