Camilo Santana e Elmano de Freitas são hoje os únicos que acreditam na manutenção da aliança com o senador Cid Gomes, segundo chefes de correntes e apoiadores do governo. Para esse grupo, o distanciamento ocorrerá de forma natural, sem rompimento formal. Para os partidos da base, o pleito será um confronto direto envolvendo Elmano, Camilo, Evandro Leitão, Romeu Aldigueri, Ciro Gomes, André Fernandes e Capitão Wagner. Cid, avaliam, permanecerá em Meruoca.
No radar das disputas da pré-campanha está a aliança com o Centrão, por meio da Federação União Brasil–PP. Elmano e Ciro querem os partidos e, principalmente, o tempo de rádio e TV. A decisão será tomada em Brasília, com personagens conhecidos: o deputado Antonio Rueda e o senador Ciro Nogueira participam diretamente das articulações. Nas últimas eleições, o União Brasil lançou candidatura própria no Ceará, sempre com Capitão Wagner na disputa. Já o PP costuma fechar alianças onde estão Cid, Camilo e o campo formado por PT, PDT, PSD, MDB e PSB.
Apostas de Camilo e Elmano
O pensamento de Camilo e Elmano, focado na unidade do grupo com a presença de Cid Gomes, tem justificativas consistentes. Foi entregue a Cid, via PSB, a missão de estruturar um partido forte, mesmo criando dificuldades com outros aliados. Grande parte dos projetos estratégicos em andamento teve início ainda na gestão de Cid e ganhou continuidade. O ano de 2026 é tratado como ano de grandes entregas: universalização das escolas de Tempo Integral, hospitais regionais, ampliação da oncologia, Cinturão das Águas, Complexo do Pecém com Hidrogênio Verde e a Malha D’Água.
O comprometimento de Cid com o projeto liderado hoje por ele, Camilo e Elmano é considerado elevado. Por isso, o núcleo do Abolição não acredita em rompimento nem no recolhimento político de Cid em Meruoca, como ocorreu em 2022. Naquele momento, Elmano não precisou do senador no palanque, mas em casa. Se o recolhimento se repetir, será interpretado como apoio explícito à candidatura de Elmano.
O jogo político de Ciro Gomes
Ciro Gomes constrói sua pré-candidatura atraindo, inicialmente, bolsonaristas, opositores e insatisfeitos com o Abolição, uma estratégia comum no início de projetos eleitorais. Seu retorno à disputa cria um ambiente natural de competitividade. A principal motivação da pré-candidatura de Ciro não está na velha guarda nem nos poucos opositores ao Governo do Estado, mas no crescimento do bolsonarismo no Ceará, que passou a ocupar espaço relevante na opinião pública. Ciro dialoga com lideranças do PL, mas não conseguiu adesão total do grupo, principalmente após a entrada de Eduardo Girão, bolsonarista de perfil ideológico mais radical.
O efeito Eduardo Girão
Eduardo Girão pode empurrar a eleição de 2026 para um segundo turno, somando sua candidatura à de Ciro e a outros nomes que ainda devem surgir. O PSOL, inclusive, já anunciou candidatura própria. Girão produziu o fato político mais relevante da pré-campanha ao trazer Michelle Bolsonaro para o lançamento do seu nome ao Governo do Ceará. Michelle declarou publicamente que Girão será o nome do bolsonarismo no estado para 2026. “Coloquem essa foto no banheiro”, disse ao posar ao lado de Girão, André Fernandes e outras lideranças. Caso Girão e Ciro avancem para uma composição, direita e extrema-direita podem formar uma chapa de oposição forte e competitiva, alterando significativamente o cenário eleitoral no Ceará.
Guimarães reúne 150 lideranças: Lula priorizará 11 estados, incluindo o Ceará
O deputado Jose Guimarães é hoje um nome de peso na estrutura nacional do Partido dos Trabalhadores. Vice-presidente nacional do partido, líder do Governo Lula na Câmara Federal e integrante do conselho político do presidente, Guimarães afirmou que o PT lançará apenas 11 candidatos a governador em todo o país, “e para vencer”. Nos outros estados, o partido deverá apoiar aliados estratégicos. Segundo ele, o Ceará está entre as prioridades. “O projeto mudou, melhorou a economia, ampliou empregos, educação e saúde”, justificou.
Ao reunir cerca de 150 lideranças do PT e do campo de centro-esquerda, Guimarães demonstrou força política na capital. Coordenou o seminário “Ideias para Fortaleza”, que resultou em um documento com prioridades a serem levadas ao presidente Lula e que também servirá de base para seu mandato e para sua pré-candidatura ao Senado. Entre as pautas citadas estão a tarifa zero no transporte público, o fim da jornada 6×1 e o aumento de investimentos em saúde, educação, cultura e infraestrutura.
Vicente Aquino consolida liderança no Vale do Curu
Na política, quando uma cadeira de liderança está vazia, alguém ocupa o espaço. No Vale do Curu, após o ex-governador Waldemar Alcântara, não surgiu um nome com força regional até agora. O advogado Vicente Aquino assumiu esse papel. Já controla politicamente seis municípios, percorre comunidades diariamente e é pré-candidato a deputado estadual pela região.
Cidadão de Pacajus
O deputado Júnior Mano recebeu o título de cidadão de Pacajus. Estiveram presentes os prefeitos de Horizonte, Nezinho Farias, e de Pacajus, Edilson das Casas. Uma multidão acompanhou a solenidade.
Aldigueri conquista Uruoca
O presidente da Alece, deputado Romeu Aldigueri, ampliou seu território político. Em Uruoca, foi recebido pelo prefeito Kennedy Aquino e pelo vice Raul Conrado, durante o Festival Cultural realizado na festa de São Sebastião.
