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O que alimenta a política

A perspectiva de poder é o insumo básico da política. Ter poder simboliza dinheiro, nomeações em cargos comissionados e até vitalícios. Significa eleger aliados nas câmaras municipais, nas assembleias e no Legislativo. É isso que move o jogo.

A política é alimentada pela força das lideranças. União, estados e municípios são geridos por pessoas eleitas pelo voto popular. Tornar-se liderança municipal, regional ou nacional se traduz em poder real, capacidade de decisão e influência.

Tasso construiu Ciro. Ciro construiu Cid. Cid construiu Camilo. Os três vestiram a mesma camisa durante anos. Hoje, estão em lados opostos. O eleitor vai decidir com quem o Ceará ficará e qual liderança é mais capaz de conduzir um projeto em andamento que não pode parar.

O alimento da política é a sensação de vitória. Ela engorda grupos, consolida alianças e permite controlar a sociedade por meio de projetos exitosos que melhoram a vida das pessoas. No jogo político, quem define o placar é a população. É o eleitor.

Ao tornar Camilo Santana seu principal alvo, Ciro Gomes tenta estabelecer como meta de campanha a retomada do protagonismo político, buscando se afirmar novamente como liderança maior do que o irmão Cid e do que o atual líder do projeto governista, o ministro da Educação, Camilo Santana.

Flávio Bolsonaro com discurso da esquerda

Na sua primeira entrevista como pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro mostrou o tom que pretende adotar na campanha. Disse que manterá o Bolsa Família e que, se o beneficiário conseguir emprego, receberá mais R$ 200. O dinheiro viria de cortes de gastos públicos.

Flávio citou o nome do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, oito vezes durante a entrevista concedida ao apresentador Ratinho, no SBT. Ratinho é da extrema direita, e seu filho, o governador do Paraná, Ratinho Júnior, também é pré-candidato à Presidência.

Contagem regressiva

A Alece está com pautas longas para votação. O Governo do Estado tem muitas mensagens que precisam ser aprovadas para garantir o funcionamento da gestão em 2025. São projetos ligados a políticas públicas, como transporte gratuito, Planos de Cargos e Salários e o orçamento do governador Elmano de Freitas para 2026.

A oposição quer levar as sessões até a véspera do Natal, numa tática considerada correta do ponto de vista regimental. Já os governistas tentam acelerar a pauta. “Estamos cansados desse debate sem lógica sobre candidaturas que não existem, enganando as pessoas”, disse o deputado De Assis, após ouvir Felipe Mota defender um suposto embate entre Ciro e Elmano em 2026.

Aldigueri abre números do Governo para prefeitos no Abolição

Grande orador, o presidente da Alece, deputado Romeu Aldigueri, fez um discurso rico em detalhes sobre os resultados do Governo do Ceará. “Os investimentos em infraestrutura são os maiores do Brasil, cerca de R$ 4,5 bilhões. O Ceará investe R$ 230 milhões em sinalização, tem mais carteira assinada do que beneficiários do Bolsa Família, construiu cinco hospitais, tem três regionais em obras, fez estradas e empresta dinheiro sem juros para empreendedores”, afirmou Aldigueri de forma contundente.

Contas de Elmano são aprovadas com críticas de aliada de Tasso

Pelo placar de 36 votos a favor e quatro contrários, a Alece aprovou as contas de 2024 do governador Elmano de Freitas. Como ocorre todos os anos, a conselheira Soraya Vitor votou favoravelmente, mas fez observações políticas e administrativas sobre gastos. Soraya foi indicada ao cargo pelo ex-governador Tasso Jereissati.

Lula derrota Flávio, Tarcísio e Ratinho

O presidente Lula venceria a eleição de 2026 contra Flávio Bolsonaro, Ratinho Júnior ou Tarcísio de Freitas, segundo pesquisa Quaest. O levantamento traz um dado novo: a aceitação do nome de Flávio Bolsonaro, contrariando setores do mercado financeiro que preferiam Tarcísio.

Ainda é cedo. A partir de janeiro começam as definições de apoios e as pesquisas passam a ser registradas, com maior rigor metodológico. A alta rejeição de Flávio Bolsonaro preocupa o centrão.

“Sou sertanejo, prefiro o campo”, diz Amílcar Silveira

Antes de viajar a Brasília, o senador Cid Gomes conversou com pré-candidatos a deputado e empresários do agronegócio. Cid gostaria de ver Amílcar Silveira candidato. “Sou sertanejo, prefiro o campo”, disse Amílcar ao falar sobre uma possível candidatura.

A PF chegou lá

A Polícia Federal chegou onde se esperava: seguindo o dinheiro. Investigações revelam relações entre membros do Judiciário, parlamentares, facções e organizações criminosas. Descobriu-se também que deputados federais se reuniam em Brasília para trocar votos por emendas.

Durante uma operação, um deputado federal e sua esposa afirmaram não possuir celulares. Agentes descobriram que os aparelhos haviam sido jogados pela janela do apartamento e caíram ao lado da viatura da polícia. Triste retrato.

Lia, Oscar e Cid trocam farpas

A deputada Lia Gomes foi a Sobral, mostrou lixo acumulado nas ruas e acusou o prefeito Oscar Rodrigues de aumentar em R$ 20 milhões o contrato da coleta. Levou o caso ao Ministério Público.

Cid Gomes reagiu com dureza: “Me digam o que Oscar fez em oito meses além de confusão?”. Oscar Rodrigues respondeu com ironia: “Os Ferreira Gomes já eram”.