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O jeito é se consolar: política, ódio e pouca inteligência também andam juntos

Fabiana de Lima Barroso Souza é deputada estadual em São Paulo. É uma cria política. Conseguiu 67 mil...
Foto: reprodução

Fabiana de Lima Barroso Souza é deputada estadual em São Paulo. É uma cria política. Conseguiu 67 mil votos nas eleições passadas, carregada pelo pai, o deputado federal Adilson Barroso, e pelas volumosas ondas de ódio político, de desinformação e de preconceito que varrem a democracia brasileira. Adotou o nome de fantasia de “Fabiana Bolsonaro” – é do PL, nem é preciso avisar. Por ser pouco inteligente, por ser ignorante em matéria de leis e crimes ou, ainda, por não ter recebido boa educação em casa ou nos afazeres políticos, ou por tudo isso somado, a jovem “bolsonara” (tem 32 anos de idade) se tornou delinquente por escolha própria. Nesta semana, ofendendo mulheres trans e negros, praticou crime inafiançável e imprescritível; descumpriu as leis federais 7.716/1989 e 14.532/2023, que reprimem o racismo. Também cometeu transfobia, ação equivalente. A violência foi transmitida ao vivo: pintou-se de preto no plenário da Assembleia de São Paulo para tentar agredir a deputada federal trans Erika Hilton (PSol-SP), eleita presidenta da Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres da Câmara federal. Muitos políticos da extrema-direita reproduziram o discurso de Fabiana Bolsonaro – nenhum, no entanto, praticou ato tão grave. Ela, por ser “Bolsonaro”, tomou para si o privilégio de ser mais grotesca.

Outro lado

Enquanto o radicalismo da direita tenta dominar com rancor e fake news o debate sobre gêneros, a Assembleia Legislativa (Alece) lança dia 30 o Pacto contra o Feminicídio no Ceará. O ato será às 14h, no auditório Deputado Murilo Aguiar.

Assinaturas

A iniciativa do Pacto é do presidente da Alece, Romeu Aldigueri (PSB), e da segunda-vice-presidenta, Larissa Gaspar (PT). A proposta reúne instituições públicas e representações da sociedade civil para fortalecer a prevenção e o enfrentamento da violência contra a mulher.

Piedade, senhor!

No Ceará, duas mulheres reclamaram publicamente de serem defendidas e representadas por uma mulher: a vereadora Priscila Costa e a deputada Silvana Oliveira, ambas do PL. Em falas roufenhas de ódio e violência, tentaram esquartejar a história política da corajosa Erika Hilton. A grosseria não repercutiu nos plenários. Ninguém deu bola. Priscila e Silvana se dizem cristãs.

DNA?

A propósito, Fabiana é da mesma família, por assim dizer, do deputado estadual cearense Carmelo Neto.

Lael leal

Vereador noviço, Lael Sena (PL) chegou à Câmara de Fortaleza querendo mostrar serviço. Nem que seja por vias tortas, ao que parece. É dele projeto que propõe à Prefeitura videomonitoramento em unidades de educação infantil. A ideia é clonada: desde 2023, quando surgiu proposta na Câmara federal, cópias têm pipocado no Brasil todo. O original foi assinado pelo bolsonarista Marcos Soares (UB-RJ), filho do milionário dono de igreja R.R. Soares.

Só se for de novo

Lael Sena também quer que o Município implante o que chama de “programa de reforço da segurança escolar, com atuação preventiva da Guarda Municipal nas escolas públicas”. É nisso que dá não se informar: o vereador sugere que a Prefeitura faça o que já faz. Desde setembro de 2025 a Guarda Comunitária Escolar tem 12 viaturas atuando nas regionais de Fortaleza.

“Se liga, má!”

O desatento Lael – digamos apenas assim – deveria saber que guardas municipais de Fortaleza foram treinados em Curso de Prevenção e Guarda Comunitária, enfatizando a abordagem humanizada e o Estatuto da Criança e do Adolescente. E que o serviços integram 450 escolas monitoradas 24 horas por dia por sistema de videomonitoramento, tudo conectado à Ciops.

Na próxima, podem pedir música no Fantástico

Interditada e multada por tratar a saúde pública a pontapés, uma panificadora foi duas vezes apenada pela Agência de Fiscalização de Fortaleza. Enquanto isso, o “playboy calvo de Russas” Valécio Granjeiro, o sujeito que voou de picape sobre dunas em Canoa Quebrada, capotou um carro que testava em Fortaleza. Em resumo: os irresponsáveis estão “caprichando” cada vez mais.

É isso aí, bicho!

Sobre Valécio, deve-se observar que ele costuma posar na rede Instagram com uma bela e bem cuidada arara. O animal – a arara – é protegido por leis federais ambientais. Ou seja, vale perguntar se o Ibama tem registro do pássaro e se o criador cumpre as regras certinho, pelo menos nesse casos.