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O DNA alvinegro

Uma luz amarela acende em Porangabuçu. A galera lamentou o resultado de sábado passado, quando perderam de 1 a 0 para o Juventude, no Castelão. O chororô faz sentido, porque o Ceará vive um momento melhor que o do clube gaúcho. A derrota não estava nos planos de nenhum alvinegro. Além da obrigação de vencer em casa um provável adversário na luta para evitar o rebaixamento, uma vitória teria levado o Ceará a 29 pontos, alcançando uma posição que o deixaria em oitavo lugar e a sete pontos de distância do Vitória (BA), que está em décimo sétimo lugar. Se for levar em consideração o trabalho do técnico Léo Condé desde que assumiu o Ceará, em julho do ano passado, o resultado é satisfatório. Com ele no comando, o Ceará subiu para a primeira divisão, foi campeão cearense e chegou a disputar as semifinais da Copa do Nordeste.

No momento, está em décimo primeiro lugar no campeonato nacional e tem conseguido excelentes resultados contra os melhores times. Recentemente, venceu o Cruzeiro em Minas, empatou com o Flamengo no Castelão e perdeu apertado para o Palmeiras em São Paulo. A estratégia encontrada pelo técnico para enfrentar equipes de melhor nível técnico tem funcionado. O Ceará marca, e marca com intensidade. Dependendo da situação e da faixa de campo onde se encontra a bola, os alvinegros duplicam e às vezes até triplicam a marcação. De posse da bola, contra-ataca e surpreende os adversários mais fortes. Se, por um lado, a força da marcação está expressa nas 21 partidas jogadas e nos 20 gols tomados, por outro lado, o ataque tem míseros 19 gols, numa média de menos de um gol por partida.

É o desafio a ser enfrentado: estruturar um time em que os jogadores executem o fundamento da marcação e, quando tomarem a bola do adversário, tenham qualidade técnica para executar o drible, o chute, o passe, o controle e a condução da bola — enfim, os fundamentos do jogo.
Nos moldes em que está posto, faz sentido o Ceará ter uma postura defensiva quando for jogar na casa do adversário. O que não faz sentido é jogar dentro de casa contra um time considerado inferior, que está na zona de rebaixamento, com um volante que se caracteriza pela marcação.