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O DNA alvinegro

O Ceará continua na sua peregrinação em busca de um lugar na primeira divisão. É a terceira vez que chega perto, vacila e não entra no G4. Fez um bom jogo contra o Sport, no Recife, e, no sábado, no Castelão, aos trancos e barrancos, venceu a Ponte Preta por 1 a 0.
Escrevi assim porque, após ter feito um bom primeiro tempo, se perdeu totalmente no segundo e, nos minutos finais, andou tomando um calor tão grande que quase cedeu o empate. O último lance, então, deve ter provocado um ataque em alguns alvinegros.

Desde que o técnico Luís Condé assumiu o comando, é visível a melhora da equipe. Surpreendeu o Sport porque se esperava uma atitude defensiva e, na prática, o que se viu foi o contrário, com uma proposta de jogo e marcação alta no campo do adversário.

Por outro lado, também é verdade que basta o time fazer um gol e, não sei se por ordem tática de jogar no contra-ataque ou por insegurança dos jogadores, a equipe recua, chamando o adversário. E aí, caro leitor, eles vêm para cima com gosto de gás.

Cordato e inteligente, o técnico alvinegro trata a todos educadamente nas entrevistas pós-jogo e não aborda, nem é questionado pela mídia esportiva, sobre a troca de jogadores nos minutos finais da partida.

A equipe se desorganiza totalmente e a torcida começa a vaiar. Vira um pandemônio. A defesa começa a dar chutão para frente. Os jogadores de ataque, que voltam para marcar, quando conseguem roubar a bola saem correndo com ela dominada, tentando fazer uma jogada individual.

Têm que procurar manter a posse da bola, mas não conseguem, porque aí reside um pecado original. Lourenço e Lucas Mugni, os dois melhores jogadores do meio-campo, cansados de correrem o tempo todo como se fossem dois papaléguas, são substituídos, e a equipe fica totalmente desorientada, caindo de produção.

É a tal da intensidade levada ao seu extremo. As substituições vão sendo feitas para manter a correria, e salve-se quem puder. Agir e pensar, velocidade e pausa, contração e relaxamento, sístole e diástole. Sei que é difícil correr e pensar, mas é assim que funciona o coração.