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O cidadão pode agora enxergar a justiça com outros, e mais positivos, conceitos

Decisão unânime tomada ontem (26) pelos ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), tornando o ex-presidente Jair Bolsonaro réu de crimes contra a pátria, não surpreendeu. Foi um pronunciamento histórico da Corte, sim, mas sem causar espanto. O posicionamento adotado em outras apreciações, inclusive já estabelecendo medidas legais rigorosas contra quem também cometeu o atentado de 8 de janeiro de 2023, mostra que o STF não deve ser suave com o ex-capitão apoiador declarado da ditadura dos militares. E isso é importantíssimo para que o cidadão enxergue o Judiciário não como uma instituição recheada de privilégios e poderes, o que de fato há, mas como uma trincheira do direito, da tranquilidade e da normalidade que a sociedade quer, precisa e exige. Observe-se que, em momento nenhum dessa nova etapa, excetuando-se um ou outro bolsonarista espalhando fake news e discursos de ódio nas redes sociais na Internet, não se viu manifestação coletiva nenhuma merecedora de menção. Nada. A razão para tanto, bem simples até, é que o líder entrou num beco sem saída. Quem dissemina ameaças e ofende o País está agora sentado no banco dos réus. Literalmente. Que venha o julgamento. E que seja rápido, justo e rigoroso.

Ah, tá!

Apontado como meio de financiadores do terror de 8.1, o agronegócio está sendo usado como escudo por detratores da isenção dos alimentos. “Essa estratégia enfraquece a economia, reduz a geração de empregos e amplia a dependência do Brasil de fornecedores externos”, alega a moção de deputados contra a medida de Lula. Na cabeça dos signatários, a isenção representa “graves prejuízos aos produtores rurais”. Durma-se com um barulho desses.

Amaciando

“Militontos” contra a descriminalização do aborto, defensores de que a mulher que aborta seja tratada como criminosa, não são tão valentes quando o assunto é bêbado à direção, matando e aleijando pessoas. “Era apenas um jovem”, alegou um antigo “pró-vida” sobre um deputado goiano que cometeu crime com essa gravidade.

Mascote bolsoólatra

Inimigo figadal da força feminina, o influenciador digital e empresário Tallis Gomes está com bilhete tirado para Fortaleza. Vem, em 25 de abril, tratar com empreendedores locais. Ainda não há local para o evento. Tallis tem sempre um olho nas críticas que pode fazer ao governo do presidente Lula e outro nos elogios que pode fazer ao inelegível Bolsonaro.

Tolice ao quadrado

Declaração que fez o bolsomínion famoso: “Deus me livre de mulher CEO!”, afirmou sobre ter esposa comandando organização. “Essa mulher vai passar por um processo de masculinização que invariavelmente vai colocar meu lar em quarto plano, eu em terceiro plano e os meus filhos em segundo plano. Vocês não fazem ideia da quantidade de estresse e pressão envolvida em uma cadeira como a minha. Fisicamente, você fica abalado, psicologicamente, você precisa ser muito cascudo para suportar”.

E tinha Jacaré no lago

Tem o nome artístico de “Jacaré do Repente” músico que está por um fiapinho de nada para ser homenageado com o título de Cidadão Cearense. Jacaré é, na verdade, a identidade secreta de Jorge José de Alcântara, nascido no Rio Grande do Norte mas residente no Ceará há mais de 30 anos. Quem propôs a honraria foi o deputado Antônio Granja (PSB).

De olho na isenção

Pastor da Igreja Universal, o deputado David Durand (Republicanos) quer que o Governo do Ceará deixe de cobrar taxas e emolumentos, inclusive os devidos ao Fundo de Modernização do Poder Judiciário, de instituições religiosas que atuem com cidadãos em situação de rua. E, ainda, com a ressocialização de menores de idade. O Tribunal de Justiça já sabe disso?

Pique

O empreendedorismo no Brasil chegou à maior taxa dos últimos quatro anos. Passou de 31,6% para 33,4% em 2024. O dado é do Monitor Global de Empreendedorismo, que apurou dados do ano passado, apontado como a maior pesquisa de empreendedorismo do mundo. No Brasil, a sondagem é feita pelo Sebrae e pela Associação Nacional de Estudos e Pesquisas em Empreendedorismo.