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Nordeste supera boicote da era Bolsonaro e retoma perspectiva de crescimento

A Sudene bateu o martelo e aprovou dois pleitos de incentivos fiscais para o Ceará, somando investimentos de mais de R$ 1,6 bilhão. Os projetos são da Arcelormittal Pecém e da M. Dias Branco Indústria e Comércio de Alimentos. Tem-se, agora, acréscimo de 6.471 empregos diretos e indiretos na perspectiva de geração de ocupações no Estado. O fato é que a deliberação, além de técnica, tem um tom muito forte que pode ser considerado político. E isso deve ser saudado. Afinal, não só o Ceará mas todo o Nordeste estiveram a pão de água nos quatro anos do governo de Jair Bolsonaro, o que se configurava como boicote institucionalizado.

Vê-se agora a possibilidade de retomar um rumo de crescimento positivo – o que é um desafio instigante e necessário diante de dificuldades que se impõem para as economias nacional e internacional. A guinada é de 180 graus. Junto com o Ceará, foram atendidos também pleitos de Alagoas (1), Bahia (8), Espírito Santo (10), Maranhão (3), Minas Gerais (1), Pernambuco (2), Piauí (2), Rio Grande do Norte (1) e Sergipe (1). É, de fato, um tempo novo e muito mais otimista para o Nordeste.

CIFRAS

O valor do investimento da Arcelormittal Pecém foi de R$ 1,6 bilhão. O da M. Dias Branco é um tanto mais modesto – se se pode dizer assim -, fechando em R$ 25,9 milhões. Na semana passada, o Congresso Nacional aprovou a prorrogação da concessão de incentivos fiscais pela Sudene até 2028, com o projeto de lei 4.416/2021. O prazo se encerraria em 31 de dezembro deste ano. O texto aguarda sanção do presidente Lula.

O COMEÇO

A agenda do presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, deputado Evandro Leitão, não está pra brincadeira. Além das atividades rotineiras da Casa, como uma homenagem prestada ontem aos 200 anos de emancipação do município de Itapipoca, ele está participando até de programações da Câmara Municipal de Fortaleza. Entendedores entenderão.

VIROU CASACA

O ex-deputado Heitor Freire, feroz bolsonarista eleito em 2018 e rejeitado pelas urnas em 2022, não deixou de dar palpite – ele virou casaca e hoje é diretor de Gestão de Fundos e Incentivos Fiscais da Sudene: “São aportes de recursos muito importantes para nosso estado, de empresas que têm responsabilidade socioambiental, que geram emprego e renda para a população”. Falou o óbvio, como se nota, mas não poderia perder a chance, né?

TOMANDO FÔLEGO

E quem pensa que crescimento é só para os grandes, vale a pena anotar esses dados: a movimentação financeira real média das pequenas e médias empresas brasileiras cresceu 9,4% no terceiro trimestre de 2023 na comparação com igual período de 2022. O contraste entre uma e outra política econômica já vinha dando sinais. No segundo trimestre deste ano, comparando com o do ano passado, o avanço havia sido de 6%. Os números são do Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs.

ALIMENTAÇÃO

O deputado Agenor Neto (MDB) assina projeto que propõe uma série de benefícios a voluntárias na doação de leite materno no Ceará. É listada uma série de vantagens, entre as quais desconto de 50% em atividades de lazer, cultura e entretenimento e inscrição gratuita em concursos públicos no Estado. Agenor, tão generoso, está sendo chamado por colegas de “amigo do peito”.

AU-AU, MIAU-MIAU

Projeto do deputado cearense Célio Studart (PSD) resultou na aprovação de substitutivo de Nilto Tatto (PT-SP) que proíbe no País o abate e a venda de cães e gatos para alimentação. A proposta passou na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara, mas ainda ainda será submetida à de Constituição e Justiça. Se passar, vai atingir colônias de trabalhadores coreanos e chineses que, com hábitos alimentares que incluem essas espécies, vez por outra desembarcam no Brasil.