Menu

Não se deve acreditar em coincidências onde o ódio atua (ou “A chacina do Rio repercutirá na política do Ceará”)

Foto: Reprodução/ Redes sociais

Já tratamos dessas conexões na Coluna da última quinta-feira, mas é necessário sempre estar ligado: o presidente Lula esteve domingo com o presidente dos EUA, Donald Trump. A reunião, na Malásia, tornou-se notícia internacional. Terminou como êxito político e econômico para o Brasil e os Estados Unidos. Segunda-feira, Lula festejou 80 anos de idade e as celebrações invadiram positivamente as redes sociais, junto com a informação de que, segundo a empresa Paraná Pesquisas, o petista lidera as intenções de voto para a Presidência da República em 2026, em qualquer cenário. Logo na terça-feira seguinte, o governo do Rio de Janeiro, alegando atuar contra a facção Comando Vermelho, empreendeu operação violentíssima, com dezenas de mortos, feridos e presos – isso provocou graves danos à imagem do País no mundo inteiro. O que Lula obteve de construtivo dias antes rapidamente virou pó. Tudo “coincidência”?

Trio ternura

E o que houve no Rio pode repercutir no Ceará? Pode, sim. Estão aqui três nomes do bolsonarismo tentando a sorte nas urnas: Ciro Gomes (PSDB), Capitão Wagner (União) e André Fernandes (PL). Os três entoam a cantilena da segurança pública. André até anunciou que pretende “condecorar” policiais que matarem mais traficantes e participantes de facções no Ceará.

Melou

O que Cláudio Castro fez foi forçar a direita a recuar no campo de batalha que havia escolhido. O medo imposto a cariocas e fluminenses e o terror relatado no Brasil e em outros países são o fuzilamento autêntico de um estilo político. Quem arrotava força e violência vai precisar rever falas e posturas.

E foi?

Há no campo progressista a hipótese de que a ação de violência máxima da polícia fluminense foi deliberada. Que visou reverter a imagem internacional do País, guiada para o lado positivo e deixar Lula encurralado. Para reforçar essa teoria (que pode ser conspiracionista e não ter fundamento, por que não?) o governador Cláudio Castro (PL) é um empedernido político ligado a Jair Bolsonaro e Silas Malafaia.

Pego na mentira

O que mais chamou atenção – além do número assombroso de mortos – foi o fato de Castro ter corrido à imprensa para acusar o governo Lula de ter se omitido. Na verdade, não deu um aviso sequer da investida. Não pediu apoio nem consultoria. O gestor fluminense é um dos que se opõem, como outros da extrema-direita, à PEC da Segurança proposta em 2024 pela União.

Camisa 10

Lula já ironizou que Eduardo Bolsonaro, filho 02 de Jair, é o “camisa 10” dele – atribuindo ao deputado gols a favor do governo em cada ato que tenta contra o Brasil. Agora, com a “política de segurança” criada e fincada pelo bolsonarista Cláudio Castro, pode escalá-lo como camisa 9. Ou 11.

Vaza!

Essa é a mais pura comédia: a assessoria de Comunicação do Palácio da Abolição criou um canal no WhatsApp para divulgar ações do Estado a jornalistas e órgãos de Imprensa. Sabe quem deu um jeito de se meter no grupo? O deputado Danilo Forte (União). Acabou, por isso, sendo educadamente convidado a sair. E foi removido. Ora, mas tá!

Zap

O Sebrae do Ceará vai ministrar curso denominado “Presença digital: como construir a sua e qual a importância”. É uma inovação benfazeja, pois vai ser realizado integralmente nod aplicativos mensageiros WhatsApp e Telegram. O curso é gratuito. Informações e inscrições no link https://sl1nk.com/MseOP, mediante criação de conta para usuário de serviços do Sebrae.