Em uma querela pública, no plenário da Corte, durante uma discussão entre os ministros Flávio Dino e André Mendonça, na quarta-feira (7), sobre o aumento de pena para crimes contra a honra de servidores públicos, ao proferir voto, Mendonça defendeu que em casos de difamação e injúria, não há motivos para diferenciar um cidadão comum de um servidor público: “Nos chamar e a qualquer servidor de louco, irresponsável, incompetente, na minha visão, não há algo específico para eu impor uma pena superior por eu ser servidor público”. Dino, do alto de sua arrogância mastodôntica, com pitadas de prepotência infantil, foi enfático ao anuir à colocação do ministro Zanini, indicado por Lula quando o mesmo argumentou “que a crítica é legítima, desde que não se torne uma ofensa criminal…” depois da juntada de posicionamento de Roberto Barroso, presidente do STF e relator da ação, veio com um exemplo prático: “Quando você diz que alguém é ladrão, está implícito crime”. Mendonça rebateu, afirmando que chamar alguém de ladrão é opinião”. A fala provocou reação imediata do ministro Flávio Dino: “Ministro André, ainda assim, para mim, é uma ofensa grave. Não admito que ninguém me chame de ladrão!” É neste ponto que o ministro Dino deu de mão beijada à galera que nutre por ele os piores sentimentos, por conta da desfaçatez de suas falas e posicionamentos, esse material para um possível coro público quando ele se expuser às multidões que o odeiam: “Dino, Ladrão!” Confessar-se comunista convicto e seguidor fiel das cartilhas de Lênin e Marx, é um direito do ministro aloprado. Quanto à opinião dos incomodados com a prepotência e servilidade do mesmo Dino ao governo, taxando-o de ladrão, mesmo injusta que seja, não impedirá que a turba de descontentes o agridam assim, chamando-o de Ladrão ou Gordo Ladrão, só para encher o saco e desafiar o togado.
