O mercado de alimentação segue movimentando cifras expressivas no Brasil e abrindo espaço para novos modelos de negócios. De acordo com dados do Ranking ABRAS 2026, o varejo alimentar brasileiro faturou R$ 1,14 trilhão em 2025. Em Fortaleza, um dos exemplos dessa estratégia é o Grupo Menu Brands, que acaba de investir R$900 mil na abertura de três operações no Shopping Iguatemi Bosque.
O movimento marca uma nova etapa para o grupo comandado por Tiago Diógenes, fundador e CEO da empresa, que construiu sua trajetória a partir do delivery e da operação de cozinhas voltadas à produção de diferentes marcas gastronômicas. Agora, a companhia amplia sua atuação no varejo físico com Menu, SooDeli e Poke Nordestino, três propostas que passam a disputar a atenção do consumidor em um dos principais polos comerciais da capital cearense.
O tema é destaque no Mesa de Negócios desta sexta-feira (16). Na entrevista, veiculada no YouTube do Opinião CE a partir das 20h e conduzida por Karla Sousa e Jordan Vall, Tiago Diógenes falará sobre a trajetória empresarial, o processo de expansão, os desafios da gestão e as perspectivas para o setor de alimentação em 2027.
Do delivery à experiência presencial
Fundado em Fortaleza e considerado um dos pioneiros no modelo de dark kitchen no Brasil, o Menu Brands estruturou sua operação a partir de uma lógica que ganhou força com a transformação dos hábitos de consumo: reunir diferentes conceitos gastronômicos em uma estrutura operacional integrada, com foco na conveniência e na entrega de refeições.
O grupo mantém um portfólio de 11 marcas gastronômicas, distribuídas em quatro hubs na capital cearense, localizados nos bairros Aldeota, Cambeba, Parangaba e Parquelândia. A diversidade de conceitos permite atender a diferentes preferências e ocasiões de consumo, ampliando as possibilidades de atuação no mercado. Outro diferencial é o aplicativo próprio Menu Juntos, que permite combinar pratos de diferentes marcas em um único pedido. A proposta integra conveniência para o cliente e aproveitamento da estrutura operacional, criando oportunidades para ampliar o alcance do portfólio sem depender de uma única bandeira gastronômica.
A expansão para lojas físicas representa, nesse contexto, mais do que a abertura de novos pontos de venda. É uma estratégia para diversificar canais de receita, fortalecer marcas e estabelecer uma relação direta com o público. Enquanto o delivery oferece agilidade e conveniência, o ambiente físico permite explorar aspectos como experiência, visibilidade, localização e relacionamento com o consumidor.
A transição, porém, também amplia a complexidade da gestão. Além dos custos de instalação, uma loja física exige atenção permanente ao fluxo de clientes, ao dimensionamento das equipes, ao controle de estoque, à produtividade e à rentabilidade de cada unidade.

Três marcas, um investimento estratégico
A chegada simultânea de Menu, SooDeli e Poke Nordestino ao Iguatemi Bosque traduz a aposta do grupo em diferentes conceitos dentro de um mesmo ambiente comercial. Com investimento conjunto de R$ 900 mil, as operações têm expectativa de representar entre 15% e 20% da receita do Menu Brands, segundo as projeções apresentadas pela empresa.
O desempenho dessas unidades será importante para avaliar o potencial de crescimento do novo canal e orientar futuras decisões de investimento. A estimativa de participação na receita, entretanto, depende de fatores como maturação das operações, fluxo de consumidores, tíquete médio, custos fixos e variáveis e capacidade de converter movimento em vendas recorrentes.
A escolha de um shopping center como ponto de entrada no varejo físico também coloca em evidência a importância da localização na estratégia de alimentação. O fluxo de pessoas, o perfil do público e a presença de consumidores em diferentes ocasiões, de refeições rápidas a momentos de lazer, podem favorecer conceitos gastronômicos complementares. Ao mesmo tempo, a operação em shopping demanda disciplina financeira para equilibrar despesas, vendas e margens.
Diversificação como estratégia de crescimento
Manter 11 marcas em um mesmo grupo exige mais do que criatividade para desenvolver produtos. Para o fundador Tiago Diógenes, é necessário construir processos, acompanhar indicadores e estabelecer padrões que preservem a identidade de cada conceito sem perder os ganhos de escala proporcionados por uma estrutura compartilhada. No setor de alimentação, o faturamento isolado não é suficiente para medir o sucesso de uma operação. Margem de contribuição, custo dos insumos, desperdício, produtividade da equipe, tíquete médio, recorrência de compra e rentabilidade por unidade ajudam a revelar se o crescimento está efetivamente gerando valor para o negócio.
Nesse cenário, os dados acumulados pelo delivery podem funcionar como instrumentos de inteligência comercial. Informações sobre produtos mais vendidos, horários de maior demanda, preferências dos clientes e comportamento de compra ajudam a orientar decisões de cardápio, precificação e expansão. O desafio está em transformar esses dados em escolhas que façam sentido também no ambiente físico, onde a dinâmica de consumo e a estrutura de custos são diferentes. A tecnologia e a integração de canais ganham relevância nesse processo.
Mais do que acompanhar tendências, empresas de alimentação precisam entender como utilizar ferramentas digitais para melhorar a experiência do cliente e, simultaneamente, elevar a eficiência operacional.

Pressão por resultados leva 41% dos líderes a abrir mão da cultura organizacional
Levantamento realizado pelo Instituto QualiBest mostra que 41% dos profissionais em cargos de liderança afirmam abrir mão de aspectos da cultura organizacional para alcançar as metas estabelecidas. O estudo ouviu 1.406 profissionais e também identificou que ações de bem-estar e capacitação estão entre as primeiras medidas cortadas quando aumenta a pressão por resultados.
Entre diretores e gerentes, 65% apontam o corte de iniciativas de bem-estar e capacitação como uma das principais respostas das empresas em momentos de maior cobrança. Ao mesmo tempo, 89% dos entrevistados reconhecem que uma cultura organizacional forte contribui para melhores resultados.
34ª Feira Regional da Beleza reúne caravanas do Uruguai e de todas as regiões do Brasil
A capital cearense se prepara para receber mais de 300 caravanas vindas de todas as regiões do país e do Uruguai. Em contagem regressiva para a montagem dos 400 estandes em uma área de 13.500 metros quadrados, no Pavilhão Leste do Centro de Eventos do Ceará, a 34ª edição da Feira Regional da Beleza será aberta oficialmente no dia 18 de outubro, às 13 horas, e se estenderá até o dia 20.
Paralelamente, acontecerá o 26º Congresso da Beleza Norte/Nordeste, com programação das 9 às 17 horas durante os três dias de evento; o 3º Congresso Barber Pro Nordeste, nos dias 19 e 20; e as novidades deste ano ficam por conta do REVE Professional Hair, apenas no dia 19, voltado à colorimetria e à tecnologia aplicada aos tratamentos capilares, e o 1º Congresso Beleza Pro Nordeste, também no dia 19, com o cabeleireiro Rodrigo Cintra.
