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Lula é operado e política prende o fôlego: o que está se preparando para 2026?

A política está de fôlego suspenso. Tanto no Brasil, quanto além-fronteiras. A cirurgia às pressas à qual foi submetido, na madrugada de terça-feira (10), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), impôs um longo mergulho de todas as alas num mar de incertezas, da esquerda à direita. Criteriosas precauções precisaram e precisam ser adotadas. É claro que não faltariam aves de mau-agouro, umas até participantes de grupos ditos “cristãos”, rogando em plenários pelo que há de pior ao País e a Lula. Mas o certo é que se estabeleceu, assim que a notícia da cirurgia craniana do presidente foi divulgada, uma corrente solidária de ampla relevância. Se há os que desejam o mal, apareceram muitos mais desejando o bem, a recuperação rápida e mais saúde para o presidente. E ressalte-se a expressão “relevância”: Lula sempre defendeu a pacificação, pondo em primeiro plano a conciliação após embates eleitorais, o respeito aos resultados das urnas. Nunca valorizou a polarização ou o acirramento de ânimos. Sem querer, pois ninguém pretende que assim seja, o presidente da República coloca agora, com sua condição de saúde, muitos opositores no mesmo campo dos aliados: o campo dos que pelejam por relações éticas e respeitosas. As grandes questões, no entanto, são de médio prazo: o que se pode esperar para 2026? O que os partidos poderão articular para a eleição presidencial? Como Lula vai se posicionar? Há risco de o fascismo voltar a mostrar os dentes?

Silêncio dos “inocentes”

Nikolas Ferreira, Bia Kicis, Carla Zambelli, Luiz Lima, Gustavo Gayer, Jorge Seif, Eduardo, Flávio e Carlos Bolsonaro, Delegado Caveira, Marcel Van Hattem e Éder Mauro têm em comum outro ponto, além de serem bolsonaristas e de viverem ameaçando as pessoas e a Democracia: até a manhã de quarta-feira (11), não postaram nada contra Lula nas redes sociais. Só Paulo Bilynskyj, o vulgo “nine”, se arriscou a fazer ironias no X, mas não é bom de pontaria.

Nunca mudam

Apesar desse silêncio da linha de frente, ajuntamentos bolsonaristas fizeram crescer o assunto “Lula ladrão”. E continuam atacando dura e covardemente o presidente da República. São apenas o que são.

Articulação

A propósito, passou na Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa projeto de criação da Rede Estadual de Homens pelo Fim da Violência Contra as Mulheres no Estado do Ceará. A proposta é de Romeu Aldigueri (PDT), presidente eleito da Alece.

Bases

O texto de Aldigueri está alicerçado sobre dois suportes: educação e conscientização. A ideia é de que a Rede alcance homens de diferentes idades e faixas sociais. Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de Ministério Público e Defensoria Pública estadual e de representações civis, terão assentos no Conselho Gestor.

Pedreira

Estará nas mãos do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) em 2025 a presidência do relevante Parlasul – congregação de parlamentares do Mercosul que tem influência decisiva sobre decisões do bloco econômico. Chinaglia, que é médico e já presidiu a Câmara Federal, vai ter que encarar uma pedreira.

Boicotes externo e interno

O Parlasul congrega Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela (essa suspensa há oito anos), tendo como associados Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Panamá. Há prenúncios de que o bloco sofrerá graves e pesados ataques dos EUA sob Donald Trump – que poderá ter a Argentina, presidida pelo exótico Javier Milei, como quinta-coluna e aliada no boicote. É com esse cenário que Chinaglia vai topar.