O presidente Lula e o ex-presidente Bolsonaro estão protagonizando a continuidade da polarização. Os dois querem tornar a eleição de 2024 para prefeito um confronto direto Lula x Bolsonaro. O deputado Evandro Leitão, pré-candidato a prefeito de Fortaleza pelo PT, já adotou o discurso de Lula. “Nosso aliado é o povo, a população carente; somos contra os fascistas, o bolsonarismo”, declarou em entrevista, após sair do evento da posse de novos professores.
O presidente Bolsonaro tem três aliados na pré-campanha em Fortaleza: Capitão Wagner, o senador Eduardo Girão e o deputado André Fernandes. Um deles poderá crescer. Wagner defende que “a união em torno do seu nome poderia marcar uma vitória no primeiro turno”. A polarização entre Lula e Bolsonaro em Fortaleza pode ter consequências na caminhada à reeleição de Sarto, que tem como aliado Ciro Gomes, quarto lugar na última eleição presidencial.
VALOR DO DEPUTADO FEDERAL E DO SENADOR ESTÁ EM ALTA JUNTO AOS PREFEITOS
Com direito a R$ 80 milhões anualmente em emendas impositivas, deputados federais e senadores têm mais verbas que 90% das prefeituras brasileiras, que vivem apenas do Fundo de Participação dos Municípios e alguns repasses constitucionais, como o Fundeb. Presidente da Câmara Federal, Artur Lira disse que os parlamentares conhecem melhor os problemas dos brasileiros e vão aplicar bem o dinheiro. Relator do orçamento da União, o deputado Danilo Forte, UB, foi claro ao defender a tese de que os deputados são os que mais conhecem os problemas dos municípios.
GIRÃO DIZ QUE FUNDO ELEITORAL DE R$ 4,9 BI FOI ACORDO ENTRE PT E CENTRÃO
O presidente Lula surpreendeu ao não vetar o Fundo Eleitoral de R$ 4,9 bilhões para as eleições municipais. Sua proposta era de R$ 1 bilhão. O senador Girão diz que o negócio foi “um acordo entre o PT e o Centrão”. O relator do orçamento, deputado Danilo Forte, tem dito que tudo que está no orçamento foi acertado com oposição e governo. “A população é representada pelos deputados, e os estados pelo Senado Federal”, deixou claro Danilo Forte, que saiu em defesa do orçamento.
FELIPE MOTA: “TEM ALGO ERRADO”
O deputado Felipe Mota era o único deputado presente na Assembleia na tarde desta quarta-feira, 24, em um prédio praticamente vazio. “Acabei um roteiro no interior e estou preocupado com o silêncio político, o fim da vibração da pré-campanha”. Felipe Mota esteve em Caucaia, onde a desistência e rejeição de Vitor Valim assanhou até as facções. “Tá tudo parado”, resumiu Felipe.
WAGNER VAI PARA AS RUAS APÓS O CARNAVAL
Capitão Wagner: “Vou deixar a Secretaria de Saúde de Maracanaú depois do Carnaval”. Líder das pesquisas e dono de bom tempo no rádio e na TV, Capitão Wagner voltará para as ruas de Fortaleza em 15 de fevereiro. Ele irá tentar uma união com o senador Girão e André Fernandes. Wagner também espera ter o apoio do PDT no segundo turno. Ele descarta conversar com o PT.
TOMÁS HOLANDA QUER MELHORAR RESULTADOS NO MDB
O MDB foi o maior partido de Fortaleza. Perdeu o lugar para o PDT, que tem 12 vereadores. O ex-deputado Tomás Holanda assumiu o partido na capital. Quer eleger uma bancada. O MDB estará na aliança com o PT em Fortaleza se o candidato for Evandro Leitão.
