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A competição que leva a lugar algum

Existe uma competição velada no universo feminino. Todas nós sabemos do que se trata, mas nunca falamos sobre...

Existe uma competição velada no universo feminino. Todas nós sabemos do que se trata, mas nunca falamos sobre ela. Começa lá na infância com a tiara mais bonita, os cabelos, o corpo e quando a gente menos espera… ta enroscada na nossa história toda. Quando saem para o mercado de trabalho, as mulheres sofrem a competição profissional. Não pelo cargo, mas pela existência dela ali, naquele lugar.

Como se não houvesse lugar para todo mundo, como se o mundo não fosse lugar para ela. Se fica em casa, sofre a competição com aquelas que também ficam, como se competir fosse mudar a realidade de alguma delas. Como se não bastasse a competição, mulher sofre de comparação. A fulana que é mais magra, mais bonita, mais rica, com filhos menos catarrentos e o marido bem sucedido. Essa fulana olha para a outra com menos de tudo e pensa: sou infeliz, olha lá!

A felicidade está mesmo é na simplicidade. A gente volta pra mulher da vida simples, com menos de tudo, que por sua vez, segue focada em ser como aquela lá de cima, a bola da vez. Seguimos sem saber muito bem quem apoiar, em quem nos apoiar e em como transformar tudo isso em vida. Era para haver mais união, mais compaixão. Era para haver autenticidade, cumplicidade e até aquilo tão escasso, quase dos tempos passados, a tão falada “amizade”. “Cada uma por si e Deus por todas” tem se tornado lema.

Quem sobe se esquece da de baixo, a de baixo tem raiva da que subiu. Quem sonha, sonha sozinha por medo, quem tem coragem conquista uma vida solitária. Quanto mais o tempo passa mais longe ficamos da união. Tem quem ache tudo isso bobeira, e se for mulher, que mulher de felicidade! Mas no geral estamos todas na luta. Estamos buscando um lugar mais saudável para conviver. Um lugar onde não mais haverá espaço para a competição, mas abundância de existência.

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