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Jr. Mano: mistério a se desvendar e consequências a serem apuradas

Quem é Júnior Mano? Sabe-se pouco no meio político sobre o deputado cearense de segundo escalão (ou terceiro, vá saber…), protagonista do rumoroso caso de desvio de “emendas pix” – com as quais o “centrão” e outros ajuntamentos do Congresso mexiam com bilhões de reais do erário, numa movimentação ao bel-prazer dos cometedores da derrama. O escândalo é tão aberrante que a Câmara e o Senado estão tremendo. Saiba, então: Jr. Mano não tem raiz na vida pública nem é de família abastada ou tradicional. Nem é empresário, o que diz ser, conhecido no Ceará. Ainda assim, em 2016 se elegeu vice-prefeito de Nova Russas. Em 2020, pelo PL, chegou à Câmara federal com 67.917 votos e em 2022 foi reeleito com 216.531 votos – a segunda melhor performance no Estado, triplicando o apurado quatro anos antes e perdendo só para outro bolsominion, André Fernandes (também do PL). Os feitos foram excepcionais, considerando que o município no qual tem base tem apenas 30.699 habitantes (IBGE, 2022), dos quais 24.229 são eleitores (TRE, 2024) e que, para o restante do Ceará, o parlamentar é mero desconhecido. Para se ter ideia da façanha, vale notar que o ex-prefeito Juraci Magalhães (1990-1993 e 1997-2005), mesmo com a influência que tinha, obteve ralas 31 mil indicações quando se candidatou a deputado federal em 2006. “Não quis gastar dinheiro”, justificou ao jornal O Povo. Juraci morreu em 2009 e entrou na história, entre admirações e acusações de desmandos com dinheiro público. Vivo, muito vivo, Jr. Mano também está entrando. E por razões nada honrosas. O que esperar disso?

Transformer

Diz-se que Júnior Mano casa e batiza politicamente em 60 municípios do Ceará. Se for verdade, mandaria em um terço do Estado. Teria saído do anonimato para virar gigante. Em 2024, comandou a eleição da esposa, Giordanna Mano, à Prefeitura de Nova Russas. Giordanna recebeu 16.736 votos (83,53% dos votos válidos).

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O desempenho eleitoral de Mano o coloca no mesmo patamar de bolsonaristas como André Fernandes (CE) – ex-ativista de extrema-direita das redes sociais – e Nikolas Ferreira (MG) – ex-vereador conservador radical. A diferença é que Mano nunca foi uma coisa nem outra.

Perigosamente

É possível que Júnior Mano seja não só a ponta, mas as pontas, de icebergs à deriva no oceano político. Perguntas que a Polícia pode tentar responder: 1) Como se processa a eleição tão volumosa de desconhecidos?; 2) De onde tiram dinheiro – aquilo que Juraci não teve?; 3) Como gente noviça, inexpressiva, às vezes só influenciadores e youtubers, chega tão longe?

Acolhimento

A Adufc (Sindicato dos Docentes das Universidades Federais do Ceará) acolhe hoje mais uma rodada do Bazar Solidário da Ser Ponte, articulação social voltada a arrecadar recursos para 48 famílias de seis territórios da periferia de Fortaleza. O atendimento ao público começa às 9h e segue até as 16h. A Adufc fica na Av. da Universidade, 2346, Benfica.

Grifes

As marcas Pump, Susclo, Negro Piche, Fargo, Shine, Gypsy, Laguna Brasil, Catarina Mina, Pimentá, Studio Orla, Um Dilema e Gabriela Fiuza doaram mais de 550 peças para serem comercializadas no bazar. Entre os itens, há blusas, tops, croppeds, vestidos, calças, shorts, macacões, kimonos, saias e outros produtos de vestuário.

Cruzando desafios

A Ser Ponte atua nas comunidades do Serviluz, Raízes da Praia, Caça e Pesca, Sabiaguaba, São Miguel e Barroso – na maioria, pertinho da ponte sobre o Rio Ceará. Aproximadamente 240 pessoas, em 48 famílias, são alcançadas pelas ações da ONG. O foco principal é o combate à fome.

Salto

O turístico e disputado Porto das Dunas, em Aquiraz, está pertinho de ganhar um valor a mais: a Cagece iniciou testes da ampliação dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário. O projeto deve beneficiar 50 mil pessoas – entre moradores, empreendedores e trabalhadores. E vai custar R$ 55 milhões.

You’re fired!

O constrangimento e a corrida alvoroçada de bolsonaristas após o terrorismo tarifário de Donald Trump contra o Brasil, temendo o óbvio reconhecimento como autores da tramoia lesa-pátria – o que de fato são -, fez com que gente do Republicanos pensasse em expulsar o presidente dos EUA da sigla. Domínio da Igreja Universal, o partido está explicando nos cultos que Trump é republicano, sim, só que de outras paragens. Ah, tá!