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Incêndio político em Brasília

Estou em Brasília, capital dos boatos e das fake news. Aqui tem uma regra: presidente da República não pode ter mais de 50% de popularidade. Presidente forte não rende bons negócios para banqueiros, empresários da indústria, comércio, para deputados, senadores, ministros dos tribunais e dinheiro para a mídia.

Lula, Bolsonaro e, principalmente, Dilma, Temer, Sarney e FHC conhecem bem os estragos na popularidade.

A semana de trabalho do presidente Lula foi exitosa do ponto de vista econômico, com a viagem à Rússia e à China.

Lula trouxe na bagagem a garantia de fertilizantes para o agronegócio, petróleo mais barato e seis bilhões de euros chineses.

Na política, Lula foi bombardeado pela mídia, que considerou a viagem à Rússia um ataque à democracia e o abraço no presidente Putin, um afago e declaração de apoio a um criminoso de guerra. Quanto à China, a imprensa destacou que o país, que tem a segunda maior economia do mundo e é comunista, produz sem qualidade e quer comprar o Brasil.

Para piorar, vazou uma conversa Janja e o mandatário da China sobre internet e o poderoso TikTok, o novo paraíso das fake news.

Lula reclamou: “A mídia está agindo de uma forma que parece que no Brasil só tem ladrão.” Lembrei de uma frase do senador Cid Gomes, que, olhando para o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, disparou: “Você é um achacador.”