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Geração Z, pix e o desafio de fazer o dinheiro durar

Se tem uma coisa que mudou muito nos últimos anos, foi a forma como os adolescentes lidam com...
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Se tem uma coisa que mudou muito nos últimos anos, foi a forma como os adolescentes lidam com dinheiro. A geração que já nasceu com internet rápida, redes sociais e pagamento por aproximação tem uma relação completamente diferente com as finanças. E isso é ao mesmo tempo uma oportunidade… e um risco.

Hoje, o adolescente não quer só gastar — ele quer entender. Muitos já falam de investimentos, acompanham influenciadores financeiros e sabem o que é renda passiva antes mesmo dos 18 anos. O problema é que, na prática, o comportamento nem sempre acompanha o discurso.

A lógica é simples: o dinheiro entra rápido (mesada, pequenos trabalhos, até renda digital), mas também sai na mesma velocidade. Compras por impulso, principalmente online, são quase automáticas. É o famoso “um clique e já era”. E aí entra um ponto importante: o cérebro adolescente ainda está em desenvolvimento, especialmente na parte que controla decisões e impulsos. Resultado? Mais emoção, menos planejamento.

Por outro lado, essa geração tem algo que muitos adultos ainda estão correndo atrás: acesso à informação. Nunca foi tão fácil aprender sobre orçamento, investimentos e educação financeira. O desafio agora não é mais “não saber”, é aplicar.

E as expectativas? Altas. O jovem de hoje não quer só estabilidade — ele quer liberdade financeira, trabalhar com propósito e, de preferência, ganhar dinheiro de forma inteligente. A ideia de “guardar para depois” ainda existe, mas compete diretamente com o desejo de viver o agora.

Por isso, o papel da educação financeira se torna essencial desde cedo. Não adianta só ensinar a poupar — é preciso ensinar a escolher, priorizar e entender o valor do dinheiro no longo prazo. Criar hábitos simples, como anotar gastos e definir metas, já faz uma diferença enorme.

No fim das contas, o adolescente de hoje tem mais ferramentas do que qualquer geração anterior. Se usar bem, pode chegar muito mais longe. Se não, corre o risco de repetir os mesmos erros… só que em versão digital.

Boa semana, Bons investimentos e cuide bem das suas finanças.