Se tem uma coisa que a Geração Z entende bem é o conceito de “tudo agora”. Cresceram com internet rápida, entregas em 24h e séries lançadas inteiras de uma vez. Mas, quando o assunto é dinheiro, essa pressa pode virar um vilão com nome e sobrenome: juros compostos no cartão de crédito. De acordo com pesquisas recentes sobre o comportamento financeiro dos jovens, o número de endividados de até 25 anos vem crescendo — e não é só culpa do parcelamento em 12x sem juros da loja online. O problema é que, para muitos, o “futuro financeiro” parece uma temporada distante, tipo o final de Stranger Things. Mas calma! A Geração Z não é desorganizada — ela só pensa diferente. É uma galera mais consciente, preocupada com causas sociais e ambientais, e que valoriza experiências muito mais do que bens materiais. Só que esse desejo de viver intensamente, combinado com uma avalanche de estímulos de consumo no TikTok, pode dar um nó na conta bancária. A busca incessante de pertencimento pode levar muitos jovens a se endividarem tentando sustentar um padrão de vida acima da renda, ou sem planejamento. E o primeiro vilão costuma ser o cartão de crédito: aquele pedaço de plástico que transforma “só R$ 50 hoje” em “R$ 800 de fatura depois”. Mas dá para mudar o jogo. O segredo está em três palavras: consciência, controle e constância. Consciência para entender para onde o dinheiro está indo (sim, até aquele cafezinho ou aquela assinatura que você esqueceu de cancelar). Controle para anotar, planejar e comparar — aplicativos de finanças são os novos diários de bordo da vida adulta. Constância para criar o hábito de investir, mesmo que seja R$ 20 por mês. Ah, e falar de investimento não precisa ser chato. Alguns bancos digitais estão aí, mas o importante é entender o risco e começar pequeno. A Geração Z tem uma vantagem enorme: tempo. E tempo, no mundo dos juros compostos, é o verdadeiro ouro digital. No fim das contas, o futuro financeiro não é sobre deixar de curtir o presente — é sobre curtir sem medo do boleto. Bons investimentos e cuide bem das suas finanças.
Geração Z: entre boletos, boletins e boletadas financeiras
