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Falta de memória oportuna

Ficar de fora, apenas assuntando, sem tomar partido, vendo a briga de cães e gatos vira-latas, seria divertido se não fosse tão trágico. A moda agora é o caos generalizado, a falta de vergonha, de pudor, a desfaçatez escancarada das metades confusas e oportunistas: o presidente capenga e senil, à falta do que fazer, perdido como cego em tiroteio, escorrega no inoportunismo e vocifera, exibindo a “beleza fake” de sua ministra Gleisi. Sim, porque a ministra empossada com palavras desconfortáveis, exibindo-a como alguém capaz de apaziguar os inconformados acomodados na areia suja onde patina o presidente abobalhado, exaltando a de “beleza fake”, foi um fiasco descortês. Gleisi foi reformada, teve a lanternagem de seu rosto e seu narizinho empinado graças à magia de um bisturi caro nas mãos de um “Raimundo-Faz-Tudo” que disfarçou sua feiura. Esqueceu-se o mandatário cansado das qualidades profissionais da mulher antipática dessa camaleoa hábil. No dia 17 de março de 2016, em conversa grampeada entre o recém-nomeado ministro-chefe da Casa Civil de Lula, e o ex-ministro Paulo Vannucchi, gravadas pela Polícia Federal, em meio às investigações da Operação Lava Jato, o ex-presidente afirma que está colocando Fátima Bezerra e Maria do Rosário, duas parlamentares do PT, para acompanhar de perto um dos procuradores que o investigam, Douglas Kirchner. E referiu-se a ambas exatamente assim: “mulheres do gr… duro” para ajudar como pelotão de frente quando sua pequenez estava menor que nunca – o pleonasmo é proposital -, mas essa ofensa machista, deselegante, descortês e indecente que foi direcionada a Fátima Bezerra e Maria do Rosário, perdeu-se no oportunismo comum da falta de memória de plantão. Não torço por nenhuma das metades que chafurdam no lixo da disputa que se avizinha, mas que o mau cheiro dos atores dos noticiários atingiu níveis insuportáveis, isso é verdade inconteste, ora se é!