Declaração do então presidente da República Jair Bolsonaro, em julho de 2022, ambicionando reeleição ou golpe, diz muito sobre o que ele compreende como “democracia” e “direitos iguais”: “Outro dia, falei: ‘a mãe quer que o Joãozinho continue Joãozinho’. ‘Ah, declaração homofóbica’ (disseram). Meu Deus do céu, pô… Para onde iremos cedendo às minorias?”. E arrematou com outra aberração entre as muitas que atestam o desapreço que têm, tanto ele quanto os que o seguem e aplaudem, por quem está à margem da sombra do poder: “As leis existem, no meu entender, para proteger as maiorias; as minorias têm que se adequar”. Mas deixemos esse personagem relegado aos espaços que merece ter. O que move este comentário é a incapacidade de certos segmentos de compreender e adotar formas propositivas de manifestação e diálogo. No momento atual, existe um potencial expressivo de diálogo, negociação e conciliação com os poderes. Tem-se a República com um presidente progressista. O gabinete é formado, na maioria, por defensores de direitos humanos – e inclui indígena, mulheres e pretos. Há espaços para entidades sociais serem vistas e ouvidas. Por que, então, determinados grupos foram silenciosos e muito mansinhos com o áspero e hostil Bolsonaro e agora, com o amigável e parceiro Lula, são tão agressivos?
O QUE É E QUEM SÃO
O título da nota acima remete ao livro-poema “Fala Favela” (1979), do professor e escritor cearense Adriano Espínola, depois tornado peça teatral – com direção de José Carlos Matos (1949-82). Na composição, o autor relata a extrema violência da Polícia Militar do Ceará na desocupação de favela que havia se formado na Avenida José Bastos, em Fortaleza, em 1978.
O NOME DO JOGO
Fora daquele cenário de intensa brutalidade policial, enxergam-se hoje avanço e engajamento de comunidades de favelas na vida nacional. Mas, como que afagando o passado, há hoje no meio quem elogie a “organização da direita”, que ameaça da Democracia, e critique a esquerda, “fraca e incompetente”. E quem brinde com os poderosos que um dia expulsaram moradores de barracos. O nome disso não é nem contradição. É hipocrisia.
ALERTA
A Cagece está dando um alô especial para a população neste período de chuvas. “Utilizem corretamente a rede de esgoto”, diz a empresa. O desafio é preservar sem ou outros obstáculos o sistema de saneamento, lembrando que a água da chuva deve de carreada para as galerias pluviais e que os resíduos devem ser separados e acondicionados adequadamente antes de serem dispostos para a coleta.
QUEM SABE, SABE
“Em Fortaleza, o sistema de esgotamento sanitário atualmente é de responsabilidade da Ambiental Ceará, sob a supervisão da Cagece, já o sistema de drenagem, assim como sua manutenção, é de encargo da Prefeitura. Os dois funcionam separadamente”, diz Samara Silveira, gerente de Responsabilidade e Interação Social da Cagece.
ALÉM-MAR
Começou ontem em Lisboa (Portugal) a 33ª Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL). Trata-se da maior feira turística daquele país e uma das mais importantes do setor no mercado europeu. A Secretaria do Turismo do Ceará carimbou passaporte para apresentar lá as atrações do Estado – que é, por sinal, um dos principais destinos de lusitanos nas Américas. A BTL segue até domingo.
PARECE ALGARISMO ROMANO, MAS É AÇÃO PROPOSITIVA
O Movimento das Mulheres do Legislativo Cearense (MMLC) está ganhando um estímulo a mais. O deputado Evandro Leitão (PT) pôs para tramitar na Assembleia Legislativa, da qual é presidente, projeto que considera a articulação de utilidade pública. O MMLC reúne deputadas estaduais. E ainda agrega esposas de parlamentares.
TEMPO E ESPAÇO
Esta Coluna é publicada às terças e quintas-feira e aos sábados no jornal Opinião (www.opiniaoce.com.br). Os textos estão, ainda, no portal InvestNordeste. Leia e compartilhe. As colunas do jornalista Roberto Maciel são, também, disponibilizadas no site https://bit.ly/3q4AETZ.
