A arquitetura nunca foi apenas construção, ela é discurso, posicionamento e escolha. É um modo de ler o mundo e, ao mesmo tempo, de interferir nele. É a partir dessa compreensão que nasce esta coluna, assinada por mim, arquiteta e urbanista com 26 anos de atuação profissional, e também por você, a quem convido a me acompanhar nessa nova jornada. Sim, é com muito orgulho e gratidão que passo a integrar, semanalmente, este espaço de reflexão e proposição do Opinião CE, um veículo reconhecido por sua relevância, pluralidade e credibilidade. Aproveito para enaltecer, em nome de toda a equipe, a força e a confiança em mim depositada pela diretora Elba Aquino.
Ao longo de mais de duas décadas de carreira, construí uma trajetória marcada pela escuta atenta, pelo rigor técnico e, sobretudo, pela sensibilidade em compreender que cada projeto carrega histórias, afetos e responsabilidades. Arquitetar, para mim, sempre foi mais do que erguer paredes ou desenhar plantas: é criar experiências, provocar sensações e traduzir modos de viver. Essa visão, amadurecida ao longo dos anos, encontra agora um novo território de expressão: o da opinião e da análise crítica.
A coluna “Arquitetura para ser vivida” nasce com um propósito claro: ampliar o olhar sobre a arquitetura como linguagem cultural, social e política. Aqui, o espaço construído será tratado como reflexo das escolhas coletivas, dos valores de uma sociedade e das tensões do seu tempo. Falar de arquitetura, portanto, é falar de cidade, de memória, de pertencimento e de futuro.
O título da coluna traz isso. “Arquitetura para ser vivida” reforça a ideia de que os espaços só se completam quando ocupados, sentidos e apropriados pelas pessoas. A boa arquitetura não é aquela que apenas se impõe pela estética, mas a que acolhe, organiza, convida e permanece. É a que dialoga com o cotidiano, respeita o entorno e entende que viver um espaço é também interpretá-lo.
Este momento de estreia se insere em um contexto especialmente simbólico. Fortaleza se aproxima de seus 300 anos, um marco que convida à reflexão sobre o passado urbano, os acertos e erros do crescimento da cidade e, principalmente, sobre os caminhos que estamos desenhando para as próximas gerações. Pensar arquitetura, nesse cenário, é pensar planejamento, identidade, sustentabilidade e qualidade de vida em uma capital que segue em constante transformação. A cidade de Fortaleza não é apenas pano de fundo: é protagonista dos debates que se impõem, muitas vezes, na minha rotina profissional.
Com periodicidade semanal, sempre às quartas-feiras, a coluna propõe um encontro contínuo com você, que, assim como eu, se interessa em compreender como a arquitetura atravessa temas como mobilidade, habitação, patrimônio, mercado imobiliário, comportamento e bem-estar. Mais do que respostas prontas, este espaço busca provocar perguntas, daquelas que incomodam, instigam, impulsionam mudanças e, acima de tudo, inspiram. E é sobre esse aparente caos que vamos buscar, juntos, cada vez sentido pra tudo que habitamos.
Eu chego a este espaço respaldada por uma carreira sólida e em constante movimento, construída entre projetos residenciais, comerciais e reflexões sobre o papel social do arquiteto. Nas redes sociais, especialmente no Instagram @biiasalesarquitetura, essa visão já se manifesta em conteúdos que unem técnica, sensibilidade e opinião. Agora, ela se amplia e se aprofunda neste novo formato editorial.
Esta coluna também nasce aberta ao diálogo. Arquitetura se faz em conjunto, assim como a cidade. Quem quiser opinar, sugerir pautas ou participar das discussões pode procurar os canais oficiais do Opinião CE ou interagir diretamente pelas minhas redes sociais. Porque pensar arquitetura é, acima de tudo, pensar coletivamente.
Seja bem-vindo a este espaço onde o desenho encontra a vida, o concreto encontra o sensível e a arquitetura se afirma como instrumento de leitura e transformação do mundo. Aqui, ela não será apenas observada, será vivida. Porque gente inspira e se inspira. E a arquitetura é parte disso sempre.
